Os dias não estão sendo fáceis para mim nem para ninguém. A gente corre o tempo todo. Excesso de coisas a serem feitas e o sentimento de invalidez, inutilidade, quando finalmente ficamos “sem fazer nada”, se é que hoje isso ainda é possível. Estamos durante todas as vinte e quatro horas fazendo coisas, isso vai de dormir até ficar vendo as horas na tela de um celular compulsivamente. Impulsos do cotidiano. Acordamos cedo, trabalhamos, estudamos, arrumamos casa, temos que nos encontrar com os amigos para jogar conversa fora, não podemos deixar de lado o almoço da família e nem a reunião de boteco com a galera do trabalho. É diversão? Talvez. Mas cansa? Cansa.

Acordo cedo todos os dias, tomo meu banho quente, sirvo o café, vou para o trabalho, fico algumas horas fazendo tarefas para tudo fluir da mais perfeita maneira, volto para casa, tomo outro banho, vou para o inglês, busco a irmã na escola, levo em casa, vou para a faculdade e só chego em casa no final da noite. É assim todos os dias. Freneticamente. Me perdi entre o tempo, me afoguei nos minutos que correm pelo relógio. Corro contra o relógio diariamente e nada parece andar, de fato. Cansaço. Exaustão. Não tenho tempo nem de chorar quando realmente preciso. Deitar na minha cama e olhar para o teto pensando em “vários nadas” virou raridade. Respirar fundo virou raridade. Para mim e para você. Já parou pra pensar?
A vida tem exigido muito de nós, tem exigido que diariamente sejamos melhores, mas, não melhores para nós mesmos, melhores para quem servimos; melhores que as outras pessoas da turma, do trabalho, melhores do que todos. Cobrança deles ou autocobrança? Não tenho tempo para pensar em todas essas questões que envolvem um meio, um sistema inteiro e, como parte de tudo isso, eu. A gente se cobra sempre mais, se cansa, engole tudo à seco e faz do automatismo um refúgio. Até quando? Quando vamos deixar de servir à vida para de fato vivermos? Às vezes parece que não vai dar para aguentar, que a qualquer momento vamos explodir, mas relaxa que o lance da vida é sorrir. Mas, calma, que vida?
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Thais Oliveira

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