Nas últimas semanas, os holofotes chegaram até ET City, mas a estrela da vez não foi o ET. A “estrela” é o jogador de futebol Bruno Fernandes. Ele é o mais recente contratado do time da cidade, o Boa Esporte Clube. Bom, desde que Bruno colocou os pés em Varginha, o alvoroço já estava pronto. Sim, é como se qualquer frase pronta ou manifesto já estivesse programado. Mas isso tudo tem fundamento? Bruno não merece uma segunda chance? As pessoas não estão sendo cruéis e severas demais? Sejamos sinceros, Bruno não matou uma galinha. Bruno é acusado da morte de uma mulher, e sim, a mulher que é mãe do seu próprio filho. Como se já não fosse trágico o suficiente, ele é acusado de ter mandado matar, esquartejar seu corpo e dar para os cães. Bruno fora condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, e ele é acusado não só do assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, como também acusado do sequestro do próprio filho, Bruninho. A liberação de Bruno estarreceu várias pessoas, e colocou em discussão e debate, a situação lamentável do sistema penal em nosso país. Na verdade, vários pontos chamaram atenção nessa novela toda. Gente tirando selfie com Bruno, pasmem-se, gente que foi tietar o Bruno. Tá, mas e ai? O que pega? Bom, eu vou ser direta ok?! No mês da mulher, há alguns dias de celebrar o Dia Internacional da Mulher, o homem condenado por tamanha atrocidade, é solto. Veja só, enquanto cerca de 12 milhões brasileiros buscam por uma oportunidade no mercado de trabalho, Bruno acabara de sair do presídio e encontra as portas abertas. Pelas redes sociais, alguns memes satirizaram com isso. Pois é, talvez o que esteja faltando para você que procura por uma vaga, seja uma condenação por ocultação de cadáver. Não acha?!

O que tá acontecendo Brasil? Quem é a geração que tira selfie com o goleiro Bruno, como se ele fosse um herói? Outro dia, em um bate papo, em um grupo qualquer de whats, se levantaram para falar de Eliza. Para falar a respeito de sua conduta. Eliza seria uma “Maria chuteira” que vendeu seu filho? Não sei, mas se fosse, nada justifica seu sumiço e atrocidade alguma. Me estarreceu ter que levantar a voz em defesa da vítima. Sim, estamos falando de um Brasil, onde a vítima precisa se justificar, para não se tornar a culpada. Isso é mimimi? Não! Não é mimimi, a família de Eliza ainda sofre com tudo isso. Milhares de brasileiras sofrem diariamente com a violência. Será que você consegue perceber, o quão desumano se torna tirar selfie com aquele que seria o protagonista desse filme de terror? Bruno merece uma segunda chance? Sim, eu acredito em segunda chance. Tanto acredito, que a segunda chance nesse caso, seria o goleiro cumprir seus 22 anos de prisão. Seria a chance perfeita, para que pudesse ao menos refletir em seus atos. Porque sim, sua condenação não foi atoa.

Em coletiva de imprensa, o goleiro destacou que não foi fácil tudo que passou, que dirá a família de Eliza né Bruno? O clube blindou o goleiro e cortou todas as perguntas em torno do “caso Eliza”. Ei Boa Esporte, ficou legal não. Mas tudo bem, como diz o D2, “o Brasil é cheio de artista, artista que não faz arte”. O único porém, é que a celebridade em questão, pintou o sete. Se quer saber, Bruno não está livre e estará para sempre algemado a memória de Eliza, a dor de sua família e estamos aqui, e todo esse manifesto, é para lembrar justamente isso! E essa geração que tira selfie com a “bola da vez”? Ah sim, é a mesma que protesta pela internet né?! Sim, os mesmos que espalharam “Feliz Dia das Mulheres”, mas insistem em querer te comprar com bebida na noite. Diz que é a favor da mulher, mas se uma mulher sai de roupa curta, já é puta. Essa é a geração, que pede paz e até briga contra a corrupção, mas não respeita nem a fila do ônibus. Ah sim, é a geração que se diz de esquerda ou de direita, se enrola em qualquer bandeira, menos na brasileira. Sim, a geração mimimi, que se acha capaz de culpar a vítima e parabenizar o agressor. Parabéns, são pessoas como vocês, que justificam qualquer protesto sobre a liberdade de Bruno. Não se trata de ter uma segunda chance ou não, mas da defesa antes de qualquer coisa, da moral, do justo. A defesa, não só da memória de Eliza, mas de milhares de brasileiras, que um dia foram vítimas.

Aproveita Brasil, que é o país do futebol, faz jus ao nome e marca gol pelo menos uma vez.

Chega de bola fora!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

CATEGORIA

Thamires Benetório

Tags