Esse não é um texto de amor. Não quero e nem preciso provar para o mundo que meus últimos textos de relacionamento é porque estou apaixonada.

É apenas mais uma quarta-feira e eu preciso entregar texto para semana que vem. Visito o café que estou habituada e tento me perder em devaneios para escrever.

Na verdade, eu nem estou amando um certo alguém. Bobagem que meus textos tem um tom mais leve desde que você chegou na minha vida. Não, isso não tem nada a ver com o que eu escrevo.

Garçom, mais um café que preciso colocar as ideias no meu bloquinho de anotações. Um casal acaba de sentar no fundo do bar e a cumplicidade entre eles podem ser minha inspiração para hoje. Olho mais atenta e vejo que a barba dele lembra um pouco a sua e sorrio ao lembrar da última vez que você passeou no meu pescoço com ela.

Ok. Volto minhas atenções para o texto e não quero que alguma lembrança sua me distraia. Concentro-me. As palavras me encontram e já estou completamente perdida em vários textos que nem percebo que já anoiteceu.

Droga. O último texto é de amor, mais um casal que não esconde a felicidade de estarem um com o outro.

Não rabisco e deixo guardado para, quem sabe, ele seja publicado depois. Preciso lembrar um pouco de como é ficar na fossa, pois a sofrência dá mais cliques.

Fazer o que se você só trouxe a alegria a mim e eu esqueci como é sofrer por alguém? Tudo bem. Foco. Vou escrever sobre coisas da vida e não relacionar a você.

Minutos depois e vejo que a ideia foi sobre saudade de certos tempos e percebo que sinto sua falta perto de mim.

Paro um pouco. Afinal, foram mais de 4 textos, algumas tentativas e todas com referências de nós dois.

Agora vai.

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Me perco novamente nas palavras e quando, finalmente, escrevi algo inspirado na música que toca no bar, você aparece.

– Atrapalho alguma coisa?

– Não. – eu respondo surpresa. – Não esperava te ver hoje, mas fico feliz por te ver aqui.

– Eu sei que é um dos seus lugares favoritos para escrever e resolvi arriscar. – ele deu de ombros – Depois te um dia cheio de trabalho, merecemos um lazer também.

Eu assenti e o convidei para sentar comigo.

– Deixa eu ver o que escreveu por hoje.

Eu escondo meu caderno antes que ele leia alguma coisa.

– Melhor não. Ainda são rascunhos.

– Está bem. Mas, qual foi sua inspiração hoje?

Esboço um sorriso bobo e conto algumas histórias que imaginei sem ele desconfiar que é meu personagem principal. Ele ainda não precisa saber que minha inspiração é o que sentimos um pelo outro. Guardo isso apenas pra mim. E, quem sabe, nos textos de amor que público por aí.

mika

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Mikaele Tavares