(Você pode ler este texto ouvindo “Se O Amor Tiver Lugar” )

Hoje acordei com uma vontade absurda de te contar umas coisas meio malucas que têm acontecido aqui, no lado de dentro do meu peito. Sabe, é uma coisa daquelas bem malucas mesmo, que fazem a gente pensar que todo o tempo de vida foi um desperdício… até agora. Ou até aquele dia em que eu te vi chegar em minha porta, vestido de um sentimento bom, calçado de alegria, trazendo cuidado em uma das mãos e afago na outra. Mas foi quando você me tirou para dançar, que eu realmente entendi, que essa coisa doida veio e bateu de frente comigo, feito um treminhão, batendo de frente com uma motinha: o estrago foi inevitável, e eu nem sei se “estrago” é o termo certo.

Eu passei dias esbravejando “sai da minha mente! Sai da minha mente! Sai da minha mente!”, mas você já tinha se alojado, e quanto mais eu esbravejava, mais eu encontrava motivos pra te deixar ficar, e tomar lugar no meu peito. E continuo encontrando. E acho que esses motivos vão continuar brotando. Porque assim é a vida: quando a gente cansa de esmurrar pontas de facas, bate o pé, e diz “Chega! Agora é pra nunca mais”, a danada diz “É agora!”, e pra cada soco sofrido na ponta de cada maldita faca, ela resolve trazer uma flor… sempre com o mesmo nome, sempre com uma nova cor, um novo sabor e um novo perfume, pra talvez tentar fazer a gente entender que ela não é tão injusta assim, mas foi a gente que caçou o rumo errado e amarrou o burro em um lugar todo mofado por dentro, sem sustentação o suficiente… Por quê a gente fez assim? Talvez por ter sido inevitável, por ter tido aparência de algo bom, mas sempre porque a gente quis. E por um lado, a gente tem até que agradecer, porque esse passado meio amargo, faz a gente querer o doce, e faz a gente saber que tipo de mistura gera amargor.

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Mas voltando àquilo que realmente interessa… Vem aqui e me tira pra dançar de novo, porque acho que eu dançaria com você até os meus pés pedirem arrego, mesmo se o mundo inteiro estivesse olhando. Vem aqui, com todas as suas perguntas, que eu quero te perguntar também. Vem aqui, e não vai embora, não, apesar de ser fevereiro. Fica em fevereiro, em março, abril, maio, junho, e em julho me pede pra abrir aquele vinho, porque está frio. Vem cá, porque eu quero te dar asas, e espero que você me dê asas também. Vai ficando, vai desfazendo essas malas… A gente ainda tem tanto pra conversar, que você nem sabe!

Eu não vou mentir pra você, não. A minha mente ainda grita, do nada, uns “sai daqui!”, mas os motivos pra dizer que ela cale a boca, continuam aparecendo, e brotando do chão. E eu sei que tem acontecido com você também, porque eu vi o teu peito parar de pular ofegante quando eu consegui te acalmar no olhar, depois que você ter me feito o mesmo, e de quebra, ter me desarmado sei lá como. Quem é que faz isso? E se você me permitir ir além, eu não posso dizer o quão mais leve e divertida é a caminhada com você, e quão mais alegre é o meu dia, se dele, você participa. Eu preciso dizer o quanto me incomoda quando você fica meio seco, enquanto resolve dar asas para a sua mente, gritando pra eu sair, e te fazendo olhar dos lados. Eu preciso dizer o quanto me incomoda quando é de mim que partem estas coisas meio chatas. E talvez, nem eu precise delas, e nem você também. Eu quero lutar contra o quê ou quem? Contra você, é que não é. E você quer lutar contra o quê ou quem? Porque eu realmente espero, que não queira lutar contra mim. Talvez a vida esteja mostrando que faz mais sentido se a gente lutar junto, lado a lado… Mas a gente precisa abrir os olhos para ver. E mais do que isto: a gente precisa querer abrir os olhos.

Talvez seja isso mesmo que a gente tenha que fazer: parar de ser teimoso, e dar lugar pra essa coisa doida, que tem feito o meu nome ficar na tua cabeça, e o teu, pular de forma constante na minha mente, em luzes de neon. Então vai ficando, que eu vou ficando também. Prometo desfazer as minhas malas também. Eu prometo, se o amor tiver lugar na vida da gente. E se você quer saber, esta, pra mim, parece ser a única saída, já que eu não quero te deixar ir embora, e nem você deixa que eu vá.

Então vem cá… fica um pouquinho mais, e mais um pouco, e talvez, por um descuido, resolva ficar a vida inteira. A gente vai ajeitando a casa, decorando com paixão, compreensão, companheirismo, paz, e, se necessário, perdão. Eu acho que o amor tem lugar pra gente, sim. E você?

debora

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