O dia pode estar um porre, o trânsito no maior engarrafamento, minha mesa pode estar cheia de relatórios, meu saldo negativo e minha melhor amiga em crise existencial, eu chego em casa me jogo no chuveiro, deixo a agua levar meu mau humor, minhas lágrimas e torço para que ela lave a minha alma também,

E então meu celular apita, ele parece sentir quando o meu mundo desmorona, ele parece saber quando tudo está por um fio, então ele não diz nada, apenas me manda uma foto, e seu simples sorriso é capaz de arrancar de mim todas as incertezas, medos e arrependimentos, viajo naquele sorriso que em mim emana muitos outros sorrisos.

Existem pessoas que possuem o dom de curar as feridas que trazemos na pele, ele é desses que com tão pouco faz absurdamente tudo. E é ali que busco refúgio, para a correria do dia a dia, ou simplesmente para um minuto de paz.

Viajo naquela fotografia de um alguém que não sabe o quanto bem me faz. Dizem que abraços são libertadores, mas depois que conheci aquele sorriso não tive mais dúvidas do quanto um sorriso verdadeiro pode nos encher de paz.

Ele coloca cores em meu mundo, e segurança em meus dias, é aquele “- Tudo vai ficar bem”. Com a aprovação exata de que realmente irá ficar bem. Ele não precisa estar por perto, ele não precisa segurar a minha mão, ele não precisa me falar nada do que realmente eu preciso ouvir, ele apenas sorri e me sinto forte e inteira novamente.

Não importa qual prova irei ter no curso do mestrado, se lá fora está o maior temporal e se meu quarto está tão bagunçado quanto o meu coração, não importa as tristezas que carrego sobre os ombros e tão pouco se lembrei de descongelar o frango para o jantar, eu sei que no final do dia ao voltar para casa eu vou receber aquele sorriso, mesmo que não seja pessoalmente como eu realmente queria, mas será para mim, e aquela fotografia será guardada com todas as outras mil e uma outras que ali estão. 

Hoje me pergunto por qual rua estava a vida dele que tão tarde chegou na minha, e quantas coisas eu teria evitado se em uma dessas esquinas o visse sorrir para mim. Talvez eu não teria dado importância para outras pessoas que de mim só souberam tirar, e aprenderia a nunca mais o meu sorriso esconder.

Então aquela velha frase de um clichê desses livros de historinhas que nos contam antes de dormir é real: “ Não passe um dia sem sorrir, você pode estar privando alguém de uma simples felicidade”. E depois que conheci esse moço do sorriso encantador trago em mim essa realidade.

O porteiro de meu prédio ganha de mim todos os dias um sorriso antes do bom dia, dona Joaquina da padaria que andara tão carrancuda em mim se espelha e sorri de volta ao me entregar o troco do pão. E se você que me ler chegou até aqui imaginando quem te faria sorrir, então acredito que fiz bem a minha lição.

Finalizo com um pedido:

Não guarde para si o que pode alegrar tanto o outro, doe sorrisos e faça alguém feliz, assim como esse senhorito que adentrou em meu mundo para impedir que os dias ruins aqui façam morada. A ele minha gratidão por ter o sorriso que traz euforia a meu coração, hoje o meu sorriso ganha mais cor, os sonhos mais intensidade, a minha sede de viver transborda em mim, e a ti meu muito obrigado por mais um dia ter me arrancado um sorriso feliz.

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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