Nessa semana, eu conheci uma mulher. Aos seus 80 e poucos anos, ela me contou sobre o seu relacionamento de mais de 50 anos. Aquilo me chamou muita atenção, já imaginou estar ao lado de alguém, por mais de 50 anos?  E o máximo da história, foi ver que o tempo todo em que falava dele, seus olhos brilhavam. Já se fazem cerca de dez anos que ele partiu e seus olhos ainda brilham quando ela fala dele. Cheguei a interrogá-la, qual o segredo para manter um relacionamento tão duradouro? Quanto amor é preciso para manter uma relação?

Ela me sorriu, e toda emocionada me afirmou; “Dedicação menina. Você se dedicar ao outro. Ele não media esforços para me ver feliz, para me alegrar. Ele fazia tudo que podia, para me deixar bem”.  Quando me contou esse pequeno segredo, ela se emocionou. Eu notei que as lágrima marejavam em seus olhos. Ali, sentada em um banquinho de praça, ela não se importou se as pessoas estavam olhando, deixou com que sua emoção falasse. Senti como se estivesse em uma aula, aprendendo a ser uma mulher mais amável, mais querida. Porque sim, eu estava diante de uma mulher, que foi amada, foi querida, foi fielmente tratada com carinho. Estava diante de mim, uma mulher que foi tratada com todos os requintes de amor, que uma mulher merece. E como eu tenho tanta certeza? Mulher alguma lembra de um homem com tanto carinho, com tanto desejo, amor e respeito, se não for tão amada, tão querida e desejada.

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O verde da praça ficou iluminado para mim depois dessa história. Fiquei me indagando, que tipo de amor é esse? Que amor é capaz de ultrapassar a barreira do tempo? Quanto tempo é preciso para amar alguém dessa maneira?  Dedicação é o suficiente? Quanto tempo alguém pode dedicar ao outro?

Sabe, todas essas perguntas estavam em meu olhar. Eu fiquei encantada com sua história, e isso foi notório, assim como todas essas perguntas. Em dado momento, ela olhou em olhos e me sorriu. Colocou as mãos em meu ombro e despejou o que vida ainda não tinha esfregado na minha cara; “É preciso se deixar amar. Tenha dedicação ao outro, mas se deixe amar minha filha”.

Após me dizer isso, ela foi se levantando devagarzinho e eu fiz questão de acompanhá-la. Ela foi durante todo percurso me contando que tem quatro filhos, que sua história de amor lhe rendeu uma família linda. Ainda no caminho, vendo a forma generosa com que falava de todos, como se eles tivessem sendo apresentados à mim, notei o que ainda não tinha percebido, o amor é frutífero! Se cultivado, se bem regado, ele produz frutos incomparáveis, bem como momentos inexplicáveis.

Ao sair dali, eu só desejei uma coisa, ser capaz de me dedicar a alguém, ao ponto de quando estiver ausente, ser fielmente lembrada com tanto carinho. Desejei, ser capaz de apresentar meus frutos um dia, de uma forma tão generosa e grandiosa como essa mulher. Ah, eu desejei poder me arriscar nessa história, me dedicar ao amor e brilhar para ele, assim como as estrelas brilham para a noite. Fielmente, ser mais por mais!

PS: Vem, eu espero por você. Vem com medo, com receio e tudo, eu espero por você…

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