Onde enterraram seus sonhos de criança? Aonde foram parar as suas verdades não absolutas que faziam de você o diferencial de alguma coisa?

Você já não sabe responder as próprias perguntas, desconhece os próprios comandos, as fraquezas e já não é capaz de se organizar.  Dominaram-te. A rotina, o medo de não ter dinheiro para beber no fim de semana, a gordurinha sobrando ou a magreza excessiva, a ganância e a exímia vontade (às vezes oculta) de não ser considerado menos bonito, menos rico e menos “antenado” perante alguém que não te acrescentou… Tudo se transformou em prioridade. Tem gastado teus sentimentos em lutas quase inúteis, tem contado com somas que não existem enquanto desvaloriza o que te transborda.

Quando parar para ver, tudo vai estar errado. ELE/ELA não será perfeito (a) quanto pensava e alguns amores não terão a reciprocidade que você sonhou. Enquanto o silêncio correr, perceberá que todo esse tempo tem ido devagar em demasia e está cansado de tantas lutas que, na realidade, nem eram tuas. Verá o quanto é egoísta por achar que o amor é só teu e ponto final, que as pessoas são sonhos de conquista.

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Faz tempo você que deixou de sonhar, faz tempo que desistiu de você mesmo sem ao menos perceber os gritos de socorro da própria alma. Seu “hoje” é um mísero apanhado de passado (e apanhado geral!).  Depende de comentários alheios, de uma maioria afetiva, de um vestido com caimento legal ou uma camisa cara. Tornou-se a simples consequência da expectativa alheia quando deveria ter percebido que já não era você que segurava as próprias rédeas.
É “só”. É a necessidade de impressionar, a autodecepção de um desgosto inesperado. Foi quebrando o próprio destino enquanto se tornava, também, emendas de outros acasos.
Teu “eu” foi amolecendo, entrando na era do “fora de moda”. Ser, na pureza da palavra, “tornou-se brega”!
Sonhar os próprios desejos caiu em desuso. Triste de você que já não sabe como vestir-se de você mesmo.

Por isso sinto tanta vontade de dizer que algo está errado e que tudo ao seu redor tem te controlado de maneira cruel. É forte, mas necessário observar que nada nesse mundo é tão intenso e corajoso quanto o poder de um recomeço, quanto à supremacia de um amor próprio. Amar-se, em essência, não é um cliché usado para autoajuda de fins de relacionamentos; amar-se é mais. É saber que tudo ao seu redor pode sim valer muito, mas não vale tanto e não é tão bonito quanto você por dentro.

Use de você. De verdade!

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Das Dores Monteiro