Ele chegou de mansinho, como quem não queria nada. Mas sorriu como quem soubesse que aquele sorriso iluminaria mais ainda minha vida e eu não ia querer me afastar mais. Ele chegou como quem sabia exatamente o que tava fazendo, mas não demonstrava pretensão alguma. Foi positivamente cauteloso.

Ele foi carinhosamente paciente. Contei-lhe dos meus medos e de tudo que me fazia não querer arriscar. Contei-lhe de todas as dores e desamores que encontrei pelo percurso. Falei de toda minha descrença no que ele insistia em me fazer acreditar. E ele ouviu tudo. Tudinho. Sempre. E, enquanto eu pensava que estava conseguindo o afastar, na verdade, ele estava o aproximando mais e mais de mim. E, incrivelmente, ele parecia me querer ainda mais.

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E sorriu novamente quando eu disse que tinha medo. E me abraçou quando eu falei que não queria mais chorar por ele nem por ninguém mais. Mas, sem escapatória, fez-me, finalmente, render-me. Fui a nocaute e, como diz muito bem a letra da música de Jorge e Mateus, “beijei a lona”.

Aquele cheiro. Aquele beijo. Aquele olhar. Aquele corpo. Aquele carinho. Aquele sorriso. Aquele homem… E descobri que loucura seria me conter. Loucura seria fugir. Loucura seria não me entregar. E loucura seria dispensar sua presença e seu amor todos os dias. E agradeci por ele não desistir e permanecer mesmo em meio ao caos que me habita. Minha vida tem ganhado cores e sabores diferentes desde que ele chegou e ficou.

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Ana Luiza Santana