Leia ouvindo: Empire – Of Monsters And Men (https://youtu.be/H2lzxGcbz-g)

Já era a última semana de 2016, um ano pesado e recheado de experiências. Essas experiências me tornaram um especialista em colecionar coisas inacabadas e perder o interesse por pessoas que, por mais que eu tentasse me interessar, não eram interessantes. Por inúmeras vezes pensei ter encontrado a sorte de um amor tranquilo, como Cazuza cantou, mas o sabor da fruta mordida logo virava um amargo na boca e ia direto para a lata de lixo do esquecimento. Não foi o meu ano, pelo menos no amor.

Resolvi deixar pra lá. Parei de procurar por alguém com quem eu pudesse dormir e decidi esperar a pessoa que de fato me faria despertar desse sonho maluco.

Era dia vinte e oito de dezembro e, quando eu esperava apenas pela chegada do ano novo, ela chegou. Não se vestia com cores que prometiam fazer milagres em sua vida. Ela ia na contramão do clichê. Tinha um sorriso lindo como um arco-íris mas vestia cinza, pois sabia que a única responsável por sua felicidade seria ela própria. E foi dentro daqueles olhos puxados que consegui enxergar o seu mundo, onde só entravam convidados. E ela me convidou.

Lá, não precisei voar alto para enxergar o quão grandioso e incrível era tudo aquilo pois, seu mundo era transparente, mas seus sonhos e planos eram nítidos e admiráveis como uma Ametista. E foi ali, com os pés no chão, que ela me mostrava toda sua calmaria e imensidão.

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E não pense que ela me pediu para ficar, decidi -e faria de tudo para- ficar. Sou teimoso, ela também. Parece que nos demos bem. Parece que o tempo anda devagar quando estamos juntos. Era apenas o terceiro dia, mas pareciam três anos.

Parece que estamos juntos. Somos muito parecidos. Nos parecemos no modo de pensar, de ver o mundo e as pessoas. Em sermos muito felizes com muito pouco. Somos realmente parecidos. Admirei sua clareza e a repulsa aos joguinhos e padrões baratos de gente chata. Vi que ela também preferia alguém com sonhos de vida ao invés de alguém que limitasse os sonhos apenas aos finais de semana.

E os espelhos espalhados por aquele mundo refletiam a imagem dela em todas as ocasiões que eu apenas queria me enxergar. Ela se parecia comigo em uma infinidade de detalhes que só eu conseguia notar. E nos parecemos em centenas de pontos que, quando estão juntos, se parecem um livro em braile, onde só nós dois sabemos ler.

Parece que somos incríveis. Parece que serei feliz.

felipe

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