Eu mudei. Tinha medo da mudança, confesso. Tinha medo do desconhecido, do intocável, do imaginável. Tinha medo de me arrepender. Sempre tive medo de mudar a cor do cabelo, de trocar a cor do esmalte ou mudar o percurso do caminho para a faculdade. Sempre tive medo das consequências de minhas escolhas. Então preferia deixar tudo como estava. Como eu conhecia. Como eu sabia lidar.

Mas cansa… Chega um momento que a mudança é inevitável e imprescindível. E quando esse momento nos bate à porta, a gente precisa abrir. Agradecendo, de preferência. Porque mudar é uma das habilidades mais magníficas que nós possuímos. Do físico ao íntimo, a mudança é renovadora. Sendo esta última a que mais nos traz benefícios e amadurecimento. Não tenha medo de ser uma metamorfose. Muito pelo contrário, tenha como sua maior qualidade. Não se acorrente ao que é. Aliás, algumas vezes é mais aconselhável “estar” do que “ser”. Estar é um estado, logo, passa. Isso também é uma mudança. Isso também é desapego benéfico.

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O fato é, permita a chegada do novo. Mude a forma de pensar, de encarar a vida e os amores, mude a forma de encarar as paixões e decepções. Mude a cor do cabelo, arrisque um novo corte, compre aquela saia que você sempre teve vontade mas não teve coragem, vai pela rua B ao invés de ir pela A, que você já pega todos os dias. Mude! Isso não é vergonha, tampouco demonstra uma personalidade fraca. Muito pelo contrário! É preciso muita coragem para encarar as consequências de ajustar as velas e tocar o barco para outro rumo. Mesmo que os ventos sejam contrários de início, porque logo mais até eles se ajustam também. Mudar é preciso. E que essa mudança seja uma evolução, seja progressora, nos leve ao encontro com o nosso melhor. Temos nossa essência, que também se ajusta a gente. E que, de uma forma ou de outra, permanece fazendo de nós quem somos.

Quando alguém te disser que você não é mais a mesma pessoa, sorria, agradeça e fique sabendo que a vida tá cumprindo o papel dela direitinho,que é nos mostrar que ninguém está nesse mundo mesmo para viver em uma forminha de gesso, em caixinhas, intactos e imutáveis. Ser metamorfose é preciso. Aguentar os baques, renovar-se e mudar. Florescer de uma nova forma a cada estação(particular).

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Ana Luiza Santana