Desculpa por não ter sido o melhor filho, nem o mais romântico ou o mais atencioso. Eu não conhecia o mundo de verdade. Minhas retinas eram tão inocentes de um mundo tão cruel. Desculpa por ter esquecido de dizer mais eu-te-amo, de te trazer café na cama quando estavas adoentada. Ou de te abraçar nas noites em que as lágrimas escorriam dos teus olhos. Desculpa, por todas as vezes que não te escutei quando tuas palavras, teus ensinamentos e tuas poesias sobre o mundo afora, era o que mais precisei escutar.

Desculpa mãe. Desculpa por não ter amadurecido não rapidamente como a Amanda da casa ao lado. Mas eu acho que crescendo rápido demais, eu perderia o encanto da minha infância. Deixaria de lado as brincadeiras sem maldades, o primeiro beijo escondido, meus erros infantis ou primeira vez que aprendi a cozinhar um ovo.

Desculpa mãe, e ao mesmo tempo, obrigado.

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Obrigado pelas palavras e pelos teus conselhos sobre a vida. Pelas horas que não dormiu a noite quando a gripe e a febre visitavam meu corpo. Obrigado pelos carinhos e afetos que me entregastes em todas as noites antes de fechar meus olhos pequeninos. Agradeço-te pelas histórias que me contavas antes de dormir e pelos livros, que hoje fazem tanto parte da minha vida.

Obrigado mãe, por saber que o Jorge não era digno da minha amizade, que a Paula não era a mulher da minha vida, que nem todas as pessoas por aí são boas, e que o mundo vai te testar todos os dias. Mas que, principalmente, o amor cura a tudo e a todos.

Obrigado por todos estes anos que esteve ao meu lado, por todos os ensinamentos que hoje levo comigo em meu peito, e por tuas palavras calmas e tão acolhedoras. Obrigado mãe, pelas madrugadas em que rezava para que eu chegasse bem em casa, pelas palavras acolhedoras quando mais precisei ouvir, e pelo amor que sempre caminhou em meu coração desde quando era moleque e mal sabia sobre as verdades do mundo.

Desculpas pelos meus defeitos mãe, e ao mesmo tempo, obrigado. Por ter me aceitado assim como sou, e ter feito parte de cada pedaço de minha história. Estas palavras jamais alcançariam a perfeição do que foste para mim.

É que eu Te amo Mãe, eu te amo demais.

Texto dedicado á Maria de Fátima.

Pedro

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Pedro Ficarelli