Hoje eu queria ter a chance de estar com você e lhe dizer as coisas que guardei inutilmente. Talvez fosse imaturidade minha ou talvez tenha sido apenas o medo terrível que me dominava toda vez que eu o via partir e levar partes de mim, por isso o deixei ir sem cumprir as promessas que seriam nós dois.

Nunca me acostumei com nossas despedidas, mas confesso que adorava vê-lo chegar com o sorriso no rosto e de correr para os teus braços e me encontrar nele por alguns instantes… Sei que nunca soube como soltar e que minha boca sempre pedia mais da tua enquanto nossos corpos saiam tropeçando entre os obstáculos até chegar na cama. Você morava em mim durante todo o tempo em que não estava presente e por isso nunca me desprendi de nós dois, a verdade é que você nunca ia embora, ficava no perfume impregnado em meu vestido, na pele irritada com o roçar da sua barba que começava a crescer e nas noites sem sono lembrando de você me vencer com um único olhar.

O coração é mesmo burro, meu bem. Por vezes me escapa uma lágrima enquanto te encontro em um detalhe corriqueiro, pareço esbarrar em você sempre só para me lembrar de que não está mais aqui me olhando como se eu fosse tua.

Mais difícil que a distância é não ter notícias, quem conhece o amor de fronteiras sabe que ele ocupa o espaço maior que um país e este parece não caber mais aqui dentro, deixou frágil esse corpo que não se acostuma com a saudade e por você ele enfrentaria as barreiras do medo, por você espera semanas, meses e o ano, fora os segundos, minutos e horas esperando sua mensagem, mesmo cansado, dizendo que está bem.

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As palavras nunca foram suficientes, por isso se aquiesceram pro silêncio, eu só sabia sentir e mergulhar na tua presença, só sabia esquecer os nossos erros para aproveitar os nossos instantes, me desculpe se assim pareci fazer pouco caso de ti, eu só queria pular as brigas para tê-lo.

Não consigo deixa-lo ir. Você é a lucidez que me assombra no meio das loucuras que tento fazer, é a lembrança que persiste mesmo quando a fumaça me desce a garganta com o intuito de te esquecer, você é o que fica quando eu mesma já não sei me encontrar, você é a toda a conjugação do verbo sentir que existe em mim e só em você sei transbordar.

Eu cometi um grande erro em não lhe dizer o quanto queria que ficasse e que tentássemos superar tudo isso porque eu só não conseguiria superar você indo sem voltar, porque a menina aqui dentro cresceu em vista do seu amor e virou mulher nas tuas mãos. Eu continuo seguindo sem você, mesmo que isso me doa, eu continuo seguindo, ando sem caminho, ando sem direção…

Com toda a coragem que me resta, eu lhe peço que venha e deixe para lá qualquer meio amor, porque nós dois sempre fomos inteiros um pro outro e suficientes em superar os nossos desfeitos para somar, bastava estar ali, bastava nos amar. Distância nenhuma vence essa saudade e vontade de você, então me tira do castigo e venha ser o homem que sempre foi para mim, venha sem motivo, apareça de repente, me conte na cama tudo o que escondeu de mim nesse tempo, deixa eu ser sua de novo, me dar inteiramente a você, juro nunca mais deixa-lo ir sem dizer que te espero aqui como sempre esperei, que estarei do seu lado como sempre estive, nem sempre com a presença, mas com o amor que tudo supera, tudo espera e tudo dá sem prometer.

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Thamires Alves