Nossos jovens morrem entre becos e vielas. Nossos jovens não possuem mais o direito de sonhar, porque sonhar aqui sempre foi uma realidade distante. Nessa vida louca, sonhar é para poucos. Neste final de semana, eu fui tocada pela notícia da morte do filho da funkeira Tati Quebra Barraco. Vamos lá, eu não estou aqui para julgar ninguém e nem, ao menos, dizer que fulano ou ciclano está certo.

Mas isso tudo me levou a uma reflexão mais profunda. Nossos jovens não sonham e quando sonham, estes sonhos não se realizam. Por que? Quem tem interrompido nosso futuro? Pasme-se. Eu e você, todas as vezes que ignoramos os problemas sociais que nos norteiam. Todas as vezes que você diz que não gosta de política e deixa de discutir sobre o assunto, está assinando, com o perdão da palavra, um monte de merda ao mesmo tempo. Pois não é se abstendo que irá evitar agravantes. Na dúvida, “taca” fogo em tudo, mas não se cale. São nossos jovens que estão morrendo, são nossos idosos à mercê do descaso público, nossas crianças à mercê de vontades alheias. Porque sim, a prostituição infantil ainda existe no Brasil. Aliás, a prostituição por aqui se encontra em todas as esferas, como dizia o Barão vermelho; “Transformam o país inteiro em um puteiro”. No congresso, no senado, no asfalto, nos becos, nas vielas, por toda parte, venderam nossos sonhos. Nos comercializaram a preço de banana enquanto aplaudíamos o horário nobre da TV.

Agora, quero dizer que na batida do funk, do pop, do sertanejo, ou de qualquer outro ritmo, essa notícia seria e continua sendo fruto do emblema dramático que vivemos. A crise não é apenas política, é primeiramente social. Tanto na esquerda como na direita, não se encontra mais valores. A guerra em que transformamos o que era para ser a soma de forças, nos leva ao precipício dos sonhos, lugar onde a essência da vida têm sido deixado de lado. Nesse lugar, o sucesso é o alvo, e o resto que se dane. Por aqui, enquanto nossos políticos abastados possuem direito à moradia, além do belo e robusto salário, temos crianças desnutridas em uma cidade ou outra.

E o que não te representa? Esses políticos? Essa polícia, muitas vezes sanguinária? Bom, o que não me representa, é o brasileiro que não ama o Brasil! Se coloca no lugar da justiça, se cega, tapa os olhos e ignora o buraco para o qual estamos seguindo. Hoje foi a Tati, amanhã pode ser qualquer um de nós. O que faz a diferença se hoje, formos todos Tati? Faz toda diferença, se você entender que a humildade é essência da vida. Não se luta sem armas, que essa seja a nossa então!

Tenha a humildade de reconhecer que uma perda, sempre será uma perda. Não é só pelo filho da funkeira famosa, mas é pelo filho de várias outras mães, é pelos filhos do Brasil. Os filhos, da nossa ignorante política social. Que ao menos sejamos nobres em reconhecer, ou se muda, ou nossos sonhos continuarão a morrer!

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