Hoje o sol resolveu aparecer, assim, bem tímido no meio daqueles dias nebulosos e cinzas, no meio daqueles dias de pessimismo e sem esperança que contamina. 

Ele apareceu e me lembrou do seu sorriso e de tudo o que eu preciso para estar bem, mas que infelizmente não são coisas que estão mais ao meu alcance, tudo o que me restou foram palavras que decorei de tanto reler. A sensação do seu toque suave, o gosto doce do seu beijo e a forma como eu sentia o seu olhar em mim. 

Ficou a lembrança de todas as vezes que pedi para você ficar, de todas as vezes que você partiu e eu esperei você voltar, tão angustiada, quase sem respirar e você voltava e eu nunca nem ao menos entendia o porquê você se foi, eu simplesmente aceitava e agradecia por estar aqui mais uma vez. 

Queria saber se isso é amor, queria entender, seja lá como for, que tipo de sentimento é esse que arranca o sol do meu mundo e deixa tão sem cor a minha vida com a ausência de você. Que atormenta a minha consciência me fazendo remoer tudo o que eu possa ter que te desagrade… E você se foi tantas vezes fechando a porta enquanto eu pensava “Não vá, se sua real vontade é ficar, mas se quiser ir, eu estarei aqui quando voltar” me deixando sempre tão disponível às suas vontades e me esquecendo de mim. 

Sua partida é tão sentida que deixa minhas noites sem estrelas, ou elas perdem o brilho, ou eu que deixo de enxergar o colorido, só sei que eu nunca queria ter sentido todas as dores que essa abstinência de você me causa, mesmo que repetidamente, e eu fraca me pego te esperando de maneira tão fervorosa que eu poderia fazer promessa a algum santo caso eu fosse devota. 

Tudo porque a única coisa que aprendi quando estou sozinha é quanta falta me faz o seu olhar, o quanto me sinto incapaz de recomeçar sem você para me guiar, sem sua mão para me segurar, o quanto meu corpo já não é tão perfeito sem você para me desejar, sem aquele abraço que coloca tudo no lugar quando nem ao menos consigo respirar, sem a sua voz doce para me acalmar quando não consigo pensar. 

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Hoje sou apenas saudades, apenas um vazio do que você deixa de preencher aqui dentro, saudades do aconchego do seu braço ao me fazer dormir enquanto ouço você respirar, da sua mão segurando a minha enquanto você dirigia, dos espasmos do seu corpo quando pega no sono, da sua capacidade de se interessar e ouvir todos os detalhes da minha vida turbulenta, de me fazer sentir especial em todos os sentidos, da maneira como recebia meu carinho sempre querendo mais. 

Quero apenas que tenha a compreensão de que como prometi jamais te prenderia, jamais tiraria a liberdade de alguém que apareceu em minha vida sem promessas de um futuro, mas que mesmo assim me fez feliz quando estava presente, mas quero que entenda que tudo ficava melhor com suas mensagens de “Bom dia” da sua compreensão infinita, e do seu par de covinhas que tanto me cativa. 

Agora vá e viva sua vida, eu estarei aqui vivendo a minha me perguntando qual atitude eu deveria ter tomado quando você me perguntou “Se eu ficasse, será que te faria feliz?” Mas agora convivo como sou sem você, não viverei na esperança de você voltar, mas acho que sempre vou te aceitar sempre que te encontrar. 

MARCINHA

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Marcinha Rocha