Volta aqui?

Estou sentada em frente ao computador há mais de duas horas, porque eu sei que você vai ler cada linha daquilo que eu escrever. Nessas duas horas, já perdi as contas de quantas vezes eu olhei para a tela do meu celular, para verificar se havia chegado mensagem tua, se, em meio às minhas notificações, havia o teu nome ali no meio. Eu perdi as contas de quantas vezes eu abri a tua foto na última semana, e em cada uma delas, o teu perfume me vinha à memória. E eu só queria estar novamente no teu abraço. Eu perdi as contas de quantas vezes eu te comparei com um ou outro, e cheguei à conclusão que é inútil comparar você à outro alguém… Mais do que inútil, é injusto. E eu só espero que você não me ache uma louca, por pensar que depois de você, os outros são uma coisinha tosca e sem sentido.

Talvez eu devesse ter sido menos dura com você. Talvez eu nem devesse ter deixado você saber da minha decepção… Não naquele momento. Sabe, o teu silêncio dói demais, mais do que deveria, mais do que eu gostaria, mais do que eu achei que doeria. Só Deus sabe o quanto eu gostaria de voltar atrás, mas a realidade é uma pedra dura, que bate na cara da gente consecutivamente. E EITA! Como eu sinto a sua falta! Sinto feito uma louca, com o coração berrando. Eu sinto falta do teu par de olhos olhando profundamente nos meus, porque há muito que não olhavam no fundo dos meus olhos, ou percebiam a pinta que eu tenho logo abaixo do olho esquerdo. Há muito que não faziam questão.

Sabe, eu não tiro de mente que, naquele dia, eu deveria ter desviado o meu olhar do teu… Mas parece que os teus olhos são ímãs para os meus. Não consegui desviar o olhar na primeira vez, nem na segunda, e na terceira, eu só queria ficar ali, sem pensar na quarta, por simplesmente não querer que aquele momento chegasse ao fim. Mas você é teimoso. Me fez olhar a quarta, a quinta, a sexta, a sétima… na vigésima oitava, uma discussão geográfica, e então, a vigésima nona, a trigésima… na quadragésima nona, você fez questão do dia seguinte. E foi aí que eu perdi as contas. Perdi as contas, os escudos, a frieza… tudo o que eu não deveria perder, como se você tivesse o código correto para me desarmar. E foi isso que você fez, assim, de cara. PÁ, PUM! Você sabe o quão perigoso isso é?

Eu não tiro de mente a tua gentileza, nem a tua maneira delicada de lidar comigo, só comigo. Eu não tiro de mente o fato de os teus olhos também serem gentis, e olharem para os meus de forma tão doce. Eu não tiro de mente a euforia de compartilhar os meus dias com você, e acima de tudo, eu não tiro de mente, nem do peito, as saudades que sinto, neste exato momento, de você, do teu jeito manso, da tua manha, da tua perspicácia e da tua inteligência. Eu vejo tanta gente perdendo o outro por bobeira, e o medo me invade, por medo de perder você por bobeira também. E é por isso que eu estou aqui, parecendo uma maluca, rasgando o meu peito e sangrando em cada linha… Porque eu simplesmente não posso deixar você ir embora da minha vida.

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Sabe, é cada hipérbole que eu escrevo, só pra dizer que eu sinto a tua falta como nunca senti de outra pessoa… É cada taquicardia que eu sinto, quando penso em nós dois, juntos… É cada noite de sono picado, porque eu sonhei que você estava bem aqui, ao meu lado, ou um dos dois estava recostado no peito do outro… É cada absurdo que eu calo, meu bem, e tento traduzir em algo mais são. É cada coisa que eu queria fazer de mãos dadas com você, que só Deus acredita. Sabe, em cinco dias, eu acabei com doze garrafas de vinho, e em cada uma delas, eu via teu rosto no fundo da garrafa. É cada coisa que eu vejo na rua, e ligo ao teu nome, que meu peito não aguenta mais os batimentos acelerados, e nem a boca do meu estômago, suporta mais essas borboletas batendo as suas asas tempestivamente. O problema dessa coisa toda, meu bem, é que eu não tenho dúvidas de que, com você poderia dar certo. E se não der, a culpa é mais minha, que fui incompreensiva, do que tua.

Eu sei que você leu até aqui. E se não leu, vou ligar para aquele teu amigo, e falar pra ele ler pra você, em voz alta. Porque você não é como os outros, e eu também não sou como as outras, e quis tanto que você percebesse este último fato, que errei feio. Mas perdoa o drama, perdoa o exagero, que não mais se repetirá… Perdoa logo. Perdoa depressa, e volta aqui, para o seu lugar em comum com o meu, e vê se não sai mais… volta para o seu lugar em comum com o meu, porque eu ainda tenho que te ensinar aquele negócio, e você tem que me explicar aquela coisa, vê se não esquece.

Volta aqui e não sai mais, porque o meu bloco de notas do celular, está lotado das hipérboles que eu escrevi só pra dizer que eu sinto a tua falta. Não há espaço mais. Volta aqui e não sai mais, porque com taquicardia não se brinca. Vem cá, o destino previu só até agora, mas a gente ainda pode chegar aos lugares onde ele ainda não previu, e ser feliz.

Eu sei que você leu até aqui. Ou há alguém lendo em voz alta para que você ouça. Então, por favor, vê se volta aqui, pega a minha mão e promete não soltar, que eu prometo o mesmo, e prometo também, aquele “combo” que você adora, que te desarma e te descansa. Prometo cuidar de um monte de coisas, incluindo o teu jantar. Prometo me manter amiga dos teus melhores amigos, e conquistar a tua mãe. E quer saber… deixe as promessas para depois. Vamos sem elas, porque uma promessa não vale muita coisa, não é?

Eu sei que você leu até aqui, esse amontoado de palavras pulsantes, que eu escrevi só para chegar aqui, no final, e conseguir te dizer o mais importante: eu sinto a sua falta. Volta aqui?

debora

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