Nunca pensei que um corte de cabelo me faria tão bem. A gente corta, pinta, quer sempre mudar, porque a gente se ama e quer sempre estar de bem consigo mesma, além de gostar de experimentar trezentas coisas novas que façam nos sentir renovadas.

Eu cortei o cabelo curto e isso mudou a minha vida. Mudou porque é prático e eu nem preciso pentear, foi uma facilidade pra esse pouco tempo que a gente já tem e usa contando os minutos no ponteiro do relógio. Diminuiu a uma hora que eu usava pra ficar pronta antes de sair. É lavou, secou, tô pronta.

Mas, cortar o cabelo, mudou muito mais o meu modo de lidar comigo mesma, a minha relação entre mim e quem eu sou. Um empoderamento fascinante. Eu me sinto maravilhosa todos os dias porque homens me olham como se eu estivesse pecando, como se fosse um erro, como se eu quisesse mudar as regras que foram impostas a mim. E quero. Afinal “Cabelo curto igual de homem”, eu respondo: “Cabelo curto de mulher! Que não tem medo de rótulos, mas que está cansada deles. Sou livre demais pra seguir um padrão!”.

Já percebeu que um cabelo curto é tão polêmico quando nem deveria ser? Você só quer a liberdade de escolher, de deixá-lo como quiser, de não se render ao consumo, às horas de chapinha, ao preço do shampoo mais caro, mais americanizado, capitalista, que te faz comprar, comprar e comprar.

Cortar o cabelo curto é rever padrões. Padrões de beleza, de consumo, de liberdade, de poder. Cortar o cabelo é sentir-se cada dia mais mulher, bonita, que não esconde o rosto à luta.

Você não precisa ser aprovada, não precisa de um aval da sociedade de que o que você escolheu serve para o mundo, para os conceitos, para a “moda”. Você só precisa sentir-se bem e feliz com a conquista que a tesoura mágica trouxe para a sua vida. E você não estará menos completa por isso. A sua feminilidade é tão forte que não se abala por uma simples mudança, muito menos por uma opção. Cortar o cabelo curtinho é um ato de resistência, de que precisamos incomodar aqueles que nos rotulam por isso e constranger quem ousar dizer que isso nos torna menos mulher. Ser mulher é muito mais que cabelo, maquiagem e depilação. Ser mulher é estar à frente de todas as adversidades e poder enfrentá-las de peito aberto, sorriso no rosto e cabelo curto, se quiser, quando quiser. A regra é fugir às regras, aliás: meu cabelo, minhas regras!

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  1. Ficou ainda mais bonita com o cabelo curto!

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Camila Oliveira