A você, moleque, eu digo adeus!

Eu estou indo. Para onde, ainda não sei. Não pensei. Não cogitei. Só preciso ir. Deixar para trás essa história que, embora eu quisesse tanto, não aconteceu da melhor forma. Preciso me despedir desse jogo de interesse e sacanagem. Eu preciso ir e deixar para trás você e todas as lembranças que insistem em me acorrentar. Não dá mais para ficar presa aqui, nessa loucura de vai e vem. Nessa loucura de querer hoje e amanhã não mais. Não dá para ficar a mercê de suas vontades inconstantes e desejos egoístas. Eu preciso ir.

Preciso me desprender de você e te deixar aqui mesmo, no meio do caminho. Pensei bem e você já me fez mal demais. Às vezes acho que você nem percebeu, às vezes acho que faz tudo de propósito porque sabe que, de alguma forma, me tem nas mãos. Eu assumo que comi em suas mãos mesmo. Estive a sua disposição sempre. Fui sua a todo momento, mesmo você só querendo quando te convinha. Não tenho vergonha de assumir que me entreguei por completa a alguém que usou o meu corpo para satisfazer meros desejos e prazeres carnais e brincou feito um moleque com os meus sentimentos.

Mas tudo bem… Eu também sei cair na real e aprendi muito bem a lição todas as vezes que quebrei a cara por aí (porque, pasme, já me deparei com outros babacas feito você). Aprendi muito bem a reconhecer quando não sou valorizada da forma que mereço. Sei que poderia ter me dado conta mais rápido, sei que não precisava ter insistido tanto em algo que só me causava dor. Eu sei… É que eu achei que contigo seria diferente. Mas tudo bem. Não me cabe mais lamentar por nada. O que me resta agora é seguir. É te dizer adeus com a consciência tranquila, carregando a certeza que fui transparente com você o tempo todo. Digo-te adeus com a certeza de que tentei e acreditei mais uma vez em alguém que dizia nutrir por mim sentimentos reais, quando na verdade levou todo o tempo a cultivar a alimentar uma ilusão. Sacaneou comigo da forma mais suja. Mas, que bom, a sujeira ficou toda com você.

Espero que um dia você cresça e se dê conta de que viver de molecagem com sentimentos alheios é a maior covardia que se pode fazer. Mas, apesar dos pesares, eu te dou adeus com a certeza de que não tenho nada a perder. Já você, meu bem… ah, um dia se dará conta e aí já será tarde demais.

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