Como eu poderia explicar?

Ela é um misto do calor no verão com um quê do frio no inverno. A temperatura aumenta e consequentemente as suas roupas diminuem. Ela costuma andar pela casa com aquela calcinha-de-quem-acabou-de-sair-da-cama, mas parece desfilar numa passarela da Victoria’s Secret. Ainda são sete da manhã e ela nem se arrumou, mas parece ter saído dos livros do Nicholas Sparks com todo aquele charme. Vez em quando penso em passar a madrugada acordado só para tentar descobrir seus segredos de manter tanta beleza matinal.

Quando ela toma seu banho diário, todo aquele cheiro-de-quero-mais parece exalar por toda a casa. Penso até em ligar para o fabricante do shampoo para que mude o nome de sua marca para o nome dela. Agora, ao sair do banho com pequenas gotas aquáticas sobre seu corpo, um perfume natural invade meu olfato sem qualquer objeção, deixando qualquer 212 sem flagrância alguma. Saltos altos dão lugar às sandálias simples perfeitamente moldadas para seus pés. Vestidos Lanvin saem de cena dando lugar aos shortinhos-pecaminosos e saídas-de-banho.

Por entre meus olhares ela desfilaria pelo quarteirão com tendência a ser miss-da-minha-cidade-natal.

Mas não sei disfarçar ao sentir um cadinho de ciúmes de olhares masculinos quando aquela pequena insiste em colocar suas pernas mundo afora. E o sol parece concordar tanto comigo, que decide fechar o tempo assim de uma hora pra outra. O tempo fecha, eu fecho a porta e as cortinas, mas abro um sorriso-gritante. Ela questiona o porquê do meu riso-alegre. E eu apenas fito seus olhos como quem admira uma obra perfeita do Picasso. Então eu proponho um filme a dois. Um chamego a dois. Uns carinhos a dois. Uma transa a dois. Ela aceita, mas diz que ainda devo um passeio pelas águas calmas de Fernando de Noronha.

A temperatura cai aos poucos dando lugar agora a roupas mais quentes. Aos beijos mais quentes e corpos mais quentes. E o sexo flui como borboletas no estômago. Um presente divino de uma demonstração do paraíso.  Ai ela solta um sorriso bobo por cima de minhas pernas e então percebo que ali meu coração fez morada no melhor lugar do mundo, nos braços da pessoa amada.

E hoje eu sei que aquele maldito-escritor estava certo no que dizia:

Já parou pra pensar que sorte você tem em ser o sonho da mulher dos seus sonhos?

Pedro

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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