Dizem que os bons escritores colocam o coração nas coisas que escrevem. Eu não tenho e nunca tive a presunção de auto me denominar escritora, ou qualquer outra coisa. Até aqui, me limitei a dizer que sou apenas uma aprendiz da vida. Estou em constante aprendizado. Mas resolvi aceitar o desafio da minha mente insana, que insistiu em colocar o coração pra fora hoje.
Vivem me perguntando das minhas histórias, dos contos e das coisas que escrevo. Me perguntaram várias vezes, se foram momentos que vivi. Mas acredite, são histórias. ..
Diante de tanta curiosidade, hoje eu quero escrever a história que meu coração insiste em cuspir para fora. Bem, quero começar dizendo, que o certo era nem nisso mais pensar.
Mas acontece que até pouco tempo, doía vê-lo e ouvir qualquer coisa a seu respeito. Veja bem, não é mais uma daquelas histórias de desilusões amorosas e sim uma dessas histórias que parecem roteiro de novela e você fica pensando, inevitavelmente vocês ainda vão se entender. Será? Bem, eu não busco essa resposta. Aliás já faz um tempo que tenho deixado isso para trás.
Eu me lembro quando nós começamos a conversar. Eu estava indo para aula, e caminhávamos juntos. Na verdade, eu não o tinha notado. Mas comecei a notá-lo ao nos encontrarmos direto. Com esse jeito maluco e estranho, acreditem, eu me aproximei e de repente era quase uma melhor amiga. Quase, porque pra mim foi isso que ele se tornou, uma espécie de melhor amigo e como o tempo foi passando, fui notando que ali estavam coisas e segredos que eu queria levar comigo. Não demorou muito para que eu me declarasse (não precisa de revolta meninas. Eu sei que existe aquela regra, de esperar o outro dizer qualquer coisa, mas eu não me encaixo bem com regras). O primeiro beijo foi meio que roubado e sim, confesso que se ele não tomasse iniciativa ainda estaríamos no começo de tudo.
O tempo foi passando, eu não posso externar muitos detalhes, mas posso dizer que foi uma sucessão de erros e acertos. O acerto, foi compreendermos que tanto para um, quanto para o outro, era como se nos conhecêssemos há milhões de anos. O erro? Ter começado tudo isso.
Eu não vou negar, nunca fui mulher de mentiras. Eu implorei, eu desesperei, (Podem me xingar meninas), eu chorei na frente dele. Mas acontece que a chuva não pede pra cair, né?! E veja só, nunca fui o tipo que nega as coisas, ou que se tortura com meias verdades. Sempre fui franca, antes de qualquer coisa, verdadeira comigo. Mas enfim, quero replicar a frase que ele me disse no último diálogo, naquele que chorei: – Cara, eu já falei, eu não quero. Não quero nada.
Você deve estar pensando, puts, que fora. Pois é, foi um puta fora. Mas como dizem por ai, até um pé na bunda lhe empurra pra frente. E como eterna aprendiz, alguma coisa, alguma lição era preciso tirar disso tudo certo? Sim! Muito bem, a amizade não acabou, mas as conversas não são as mesmas. Na verdade, as vezes a nossa mente nos trai e você fica com medo de voltar. Nunca mais lhe vi pessoalmente depois de tudo. Não sou mentirosa, vou dizer que tenho medo, medo de que minha mente possa me trair, ou que meu coração seja frouxo outra vez, ainda mais sendo tão transparente.
Mas olha só, ele apareceu depois de tudo (O que isso significa? O que significa quando a pessoa aparece depois da distância? Eu não sei mesmo), no entanto, a lição disso tudo está ai, nesse mínimo detalhe. Como é que você reage quando é obrigado a encontrar com a faca que lhe perfurou? O que você faz quando fica diante dos monstros que lhe assombram?
Como eu disse em cima, eu tenho medo que minha mente engane, ou que meu coração seja vagabundo ao ponto de se render. Mas eu aprendi o poder da escolha. Aprendi que meu coração sendo vagabundo ou não, minha mente me traindo ou não, eu escolho ser transparente. Eu escolho ser verdadeira, e também escolho escrever uma nova história.
PS: E se teu coração insistir nessa ideia frouxa de me procurar, saiba que se eu pudesse escolher, nunca teria amado você! Se pensa que inevitavelmente um dia ainda iremos nos amar, saiba que um dia, é simplesmente um dia, vago no meio de anos, tempo e várias outras histórias que ainda viverei.

thamires

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