Basta uma desilusão, uma decepção ou até mesmo um desencontro com os planos do acaso, para colocarmos a culpa no amor ou na falta de sorte para as coisas do coração. O que acontece, é que esperamos demais das pessoas erradas, depositamos nossa confiança nas coisas mais improváveis e agimos por impulso com medo da solidão. Uma possível explicação por você ainda não ter encontrado a sua metade, é que talvez você só foi confundido, mas nunca amou ninguém de verdade.

Gostar de uma pessoa é muito mais fácil do que se parece; basta uma troca de olhares seguida de um encontro inesperado, uma longa conversa que você não queria que terminasse nunca, e até mesmo aquela atração repentina, quando as energias se comunicam e basta olhar para a pessoa para reconhecê-la como uma das suas. Tudo isso é válido, seria loucura da minha parte desmerecer todos esses encontros do acaso, afinal, quase toda a nossa vida é movida por eles. Nos entretemos com as paixões repentinas, nos envolvemos com pessoas que gostamos além da medida e convivemos com a esperança de termos, finalmente, acertado na mosca.

Quando as coisas começam a sair dos trilhos, já temos um alvo para colocar a culpa; culpamos amor por um crime em que ele nem estava presente. É o que acontece quando descobrimos que o amor se disfarça de diversas formas; ao conviver no meio de tanta falsidade, percebemos que talvez nunca amamos ninguém de verdade.

 

Assinatura Neto Boteco

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