Se fosse para me descrever, diriam que eu sou uma pessoa naturalmente desconfiada. Pois eu concordo… E nessas minhas desconfianças, a mais aflorada é com quem não tem a simples capacidade de ficar sozinho consigo. Por que é que sempre tem de haver alguém? Todo mundo precisa de um tempo para si, e isso não quer dizer que você é completamente individualista, egoísta, todos os “istas” ou até um “encalhado” nato, mas quer dizer que você é um ser humano normal. Sabia disso? O problema é quando você não consegue ficar sozinho com as suas próprias neuras e pacifismos, com as seus próprios pensamentos e questionamentos, com todas as suas culpas e todos os acertos…Não consegue ficar sozinho consigo e com todas as complexidades que envolvem o teu ser! Essa simples observação, revela que nem você se suporta, por isso a necessidade de sempre ter um amigo por perto, uma boca pra beijar, uma multidão correndo atrás de um trio, mas nunca só… E agora, José?

Vai lá, abre aquele Carménère maravilhoso – que você comprou para tomar com aquela turma de amigos seus que nunca consegue se reunir -, encha uma taça, faça todo o ritual próprio da apreciação de um bom vinho, e perceba como ele é parecido com a vida: totalmente encorpado em seu sabor persistente, atraente em seus vários aromas coexistentes em um único, fácil de beber, agradável ao paladar, persistente na memória.

A vida não é difícil de ser vivida, se você aprender a ser leve, fácil de conviver e difícil de se influenciar. A vida é atrativa ao mudar o seu ponto de vista. E, sabe, você pode ser muito suportável, é só se desprender desses complexos que só existem para te travar, e resolver, por conta própria, cada um dos seus problemas, porque, afinal de contas, você deve ter se metido de próprio cunho em ao menos metade deles; e, bom, quem possui capacidade para criar um problema, também é capaz o suficiente para resolvê-lo.

Vai viver a vida, pare de reclamar um pouco e de rosnar pra alegria, pare de chutar o amor (mesmo o próprio) e de dar dor de cabeça para a paz, pare de dar fardos pesados para a sua consciência e de desarraigar de si, através de atitudes inconsequentes, todo o valor que Deus colocou em você quando te criou, pare de virar as costas para os seus princípios, deixa de briguinha boba com a sua família, e pare também, de transferir para o álcool, a culpa que é sua, por ter tomado aquelas atitudes ridiculamente infantis. Aprende a ser, nesse ponto (resolução de problemas internos), dependente só de Deus, e não de outras pessoas, a fim de não dar dor de cabeça àqueles que não merecem tê-la, apenas por terem tido a boa vontade de te ajudar. E também não dependa do álcool para resolver os seus problemas, pois ele pode te gerar, na mesma proporção, coragem, pensamentos embaralhados, língua adormecida, dependência, cansaço, moleza, barriga inchada, e uma futura cirrose. Tome uma taça de vinho para refletir, apenas. Para desenhar as suas atitudes e posteriormente colocá-las em prática, tome um café bem forte. E no mais, beba muita água. Seus órgãos agradecem.

E quanto ao restante, ou ao “depois”, ao amanhã… Vá viver a tua vida com leveza, e ser feliz apesar de. Esquece essa cara emburrada, resolva os teus problemas, aprenda a conversar com as pessoas, seja o tipo de pessoa que só promete aquilo que pode cumprir, ao invés de ser a farsa que promete demais e cumpre de menos. Essa vida só acontece uma vez, e seria trágico se, no final, ela não valesse à pena.

debora

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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Débora Cervelatti