Certa vez ouvi dizer, que não importa o que aconteça, é preciso que venhamos acreditar sempre no amor. Seria cômico, se não fosse trágico. Que me perdoe os românticos de plantão, mas a vida tem mandado um foda-se para toda melosidade que testifique essa hipocrisia que andam espalhando há anos.

Moça, não tem príncipe encantado, não tem ‘boy magia”, não tem “o cara” e nem qualquer outra coisa parecida, ok?  O que existe são os homens, desprovidos de qualquer bobeira que tenham colocado na sua cabeça. Sejamos sinceras, no final tudo se resume em sexo e se passar disso, é porque você atingiu o ápice da hipocrisia. E se ao chegar lá, ainda assim você acreditar que está amando e sonhar com o almoço de domingo e filhos em volta da mesa, te desejo boa sorte!

Relaxem, eu não me tornei uma militante dos cidadãos solitários, amantes da solteirice e boêmios casados com a boa vida. Só preservo o direito de destilar aquilo que em algum momento a vida vai esfregar na sua cara e você precisa ter os pés no chão para entender. Não é falta de amor ou sensibilidade, aliás, essa acho que até tenho demais. A questão aqui, é que existe uma parcela da sociedade que ainda não foi desvendada, pelo menos detalhadamente como deveria. Estou falando da geração de mulheres inamoráveis. Elas namoram com o trabalho, são casadas com a vida livre, divertida, prática, a vida que não espera oportunidades, mas cria cada uma delas.

Não é que nunca tenham sonhado com filhos, bolinho de chuva ou almoço de domingo em família. Acreditem, elas sonharam com tudo isso, mas deram três passos ao sentido oposto, quando lembraram das cuecas por lavar e das fraldas sujas. Elas são sagazes e acreditam na força de um olhar, entendem o poder do batom certo no momento certo. Uma geração que encontrou no estigma da solteirice, a oportunidade de se satisfazer enquanto mulher como, onde e quando bem entender. Essa geração inamorável, é aquela que acredita na essência da paixão e desconfia de qualquer “eu te amo”. Não espera ela te pedir licença rapaz, porque ela não faz isso. É do tipo que invade seu pensamento e quando você menos esperar, está em seus lençóis. A diferença é que no momento em que pensar deixa-lá para trás, não encontrará nenhum outro vestígio além de seu perfume e das marcas irreparáveis que lhe deixará. Marcas que não te deixaram esquecer, que um dia conheceu a essência da paixão, que um dia esteve com uma mulher completamente inamorável. Aquelas que não precisam de rótulos para saber o que é seu. Aquelas que não precisam de olhares alheios, a satisfação de seus prazeres é a única aprovação que precisa.

E se você achar que ela é dura, fria, ou sem sentimentos, refaça seus cálculos, porque no mínimo seu prazo de validade já deve ter chegado ao fim. Game over, se apaixonou e ela se mandou. Porque ela é dessas. É inamorável, mas completamente apaixonante!

thamires

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