Não, não preocupe-se em me levar para o restaurante mais chique ou motel mais caro, meu bem. Pode me levar para aquele boteco do seu zé e ter comigo conversas sérias, papo furado e risos gostosos. Não precisa me falar sobre seu salário, suas roupas de marcas ou seu carro do ano. Muito menos se leva uma vida de luxo ou se só bebe o uísque mais caro da balada. Isso não me interessa. Fale-me de seus sonhos, desejos, músicas preferidas e dos filmes que já assistiu um milhão de vezes. Fale-me sobre você, sobre a vida, sobre coisas simples e complexas. Mostre-me o que há por dentro. Mostre-me o que tantos, nos dias atuais, escondem. Mostre-me o que poucas pessoas fazem questão de mostrar ou enxergar. Vamos lá… Eu quero ver! Engana-se quem pensa que vontade a gente sente com e por qualquer um. Que o fogo só acende no corpo a corpo. Que o tesão se limita ao corpo e que o gozo depende somente do físico. Sim, eu quero seu cheiro impregnado ao meu, suas mãos a me percorrer e sua boca a me tocar. Mas nada instiga mais do que uma companhia leve, uma aura boa, um papo tranquilo. O desejo começa muito antes. Sinto mais tesão pela forma como me trata, do que pela sua barriga sarada. Porque as preliminares começam no “oi”, acredite.

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Ana Luiza Santana