Ele está há duas semanas sem dormir direito, passa a madrugada acordado e dorme apenas parte da manhã. Tenta ler livros, mas sua mente está em meio ao mar tempestuoso. Com isso, qualquer distração é rechaçada para fora do barco, voltando o foco para a sua bagunça. Não está satisfeito com a falta de atitude com a sua própria vida. Na verdade, ele está perdido na própria insegurança, pois foi uma coisa que adquiriu ao longo do tempo. Sua mente grita: “comece a agir, tome as rédeas da vida novamente, você sabe o caminho. Basta mover-se e começar as obras! ”. E ele responde: “ Por onde eu começo? Eu não sei se vai dar certo. Eu sei que tenho que me esforçar mais. Mas tô paralisado, não sei o que fazer”. 

Sempre pergunta a si mesmo o que ele está fazendo com a própria vida. Por que se sente tão sozinho. Às vezes quer ter um amor ao seu lado, mas diz que não consegue manter relacionamentos. O que resta é tocar em frente o barco, assim, de forma solitária. E eu concordo com isso: aprenda a navegar primeiro, depois chame uma companheira de viagem. Melhor do que envolver outros em seus problemas. Isso poderia tomar direções piores, como criar uma fonte ilusória de felicidade a partir do outro. 

De vez em quando ele sai para aproveitar a noite, mas sempre volta insatisfeito com alguma coisa. A noite nunca é completa, sempre há uma ressalva. Sempre há algo que tenha deixado de fazer. Talvez seja uma cobrança exacerbada de sua parte. Que pode se dar pela sua impressão de que nada dá certo. 

No entanto, ele me disse hoje que vem aprendendo muito com tudo isso. Falou que está mudando sua perspectiva de vida. Ele já está com uma nova mentalidade, mas o corpo ainda resiste aos velhos hábitos que insistem em voltar. A maior batalha que ele está vivendo agora é na sua mente, onde anseia por mudanças, mas o conforto da estagnação tenta prendê-lo. Assim, cada madrugada, a mente se enche de planejamentos para que possa colocá-los em prática no outro dia. É, talvez ele esteja mesmo aprendendo consigo mesmo. 

 

PS: “Eu olhei a tristeza nos olhos e sorri” – 17 de Janeiro (Os arrais)

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Participe da conversa! 1 comentário

  1. Eu sempre acho graça nas minhas tristezas porque elas nao tem sentido! Agora, essa pessoa que nao dorme, por favor sai da casca.e ganha a vida quem tem medo de viver vegeta!!!

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Jhonata Santos