Hoje eu acordei me sentindo diferente. Até as músicas do Spotify foram novidade pra mim. No café da manhã, não comi o de sempre. Hoje foi dia de panquecas com uma bela calda de morango, meu café da manhã favorito. Vesti minha calça jeans, pus minha blusa rosa predileta e um casaco branco, me senti tão bem, tão viva, tão diferente. Creio que tenha sido isso, hoje acordei pra mudar e nada estragaria isso. Mas aí…

Mas aí, eis o que eu sequer tinha cogitado: o tempo estava fechado. Provável que uma tempestade estava por chegar. O vento corria tão forte que chegava a bater os galhos, do que pareciam ser todas as árvores do mundo, em minha janela. Pra mim, aquilo era suficiente. Não seria mais o dia que eu imaginava, não seria meu dia, não hoje.

Sentei-me, já sentia o cansaço nos ombros, mesmo sem ter saído de casa. Mais um dia como vários outros, em que eu dependeria do tempo pra ser feliz. Pelo menos eu acreditava que seria assim… Depois de uns bons 15 minutos refletindo sobre isso, cheguei à conclusão de que o tempo lá fora não interferiria o que se passava aqui dentro.

Era um basta! Um basta desta baboseira de esperar por tudo; que o tempo melhore, que aquela roupa saía da máquina de lavar, que aquela pessoa te leve ou busque. Não espere pelo tênis novo pra iniciar na academia, pela maquiagem nova pra sair pra festa, uma decoração inovadora pra convidar aquela pessoa amada pra conhecer tua casa.

Sabe, a vida não espera que as coisas deem certo pra que ela siga em frente. Uma hora, aquela pessoa cansa, aquela roupa vai ser vendida, aquele exame não vai adiantar de mais nada, aquele filme vai sair do ar (acredite, o Netflix não perdoa), aquele livro vai esgotar, aquela comida vai acabar. Não espere por nada nesse mundo, seja tua própria força, teu maior incentivo. Seja aquilo que tu estás a esperar.

Hoje eu acordei querendo ser diferente. O tempo estava fechado, a tempestade me pegou, o vento levou meu guarda-chuva umas boas 5 vezes e meu cabelo, ah, meu cabelo… Mas eu fui. Eu não “só” quis ser diferente, eu fui diferente! E valeu a pena cada segundo vivido. Hoje, foi o primeiro dia de uma nova etapa da minha vida, vou poder dormir descansada, com a consciência leve, sabendo que eu fiz diferente pra amanhã acordar ainda mais mudada.

bobsin

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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