O que aprendi sobre o amor

Acho até engraçado escrever sobre isso, já que há um tempo eu fugia da palavra “amor”. Hoje assumo com todas as letras o quanto eu amo te amar. Assumo para todos que quiserem ouvir, e os que não quiserem também. 

Hoje vejo que amor não é nada disso que pensamos quando somos adolescentes. Não é toda aquela história de conversar com a pessoa por uma semana, se sentir atraído e achar que já está morrendo de amores. Não é toda aquela coisa horrível de sofrer por quem não nos merece. Não é aquele sentimento de frio na barriga, apenas. 

O amor entre um homem e uma mulher é muito mais do que tudo isso que passamos na fase da “aborrecência”. Amor é um sentimento de liberdade e prisão ao mesmo tempo. Amor é arrepiar ao ouvir a música preferida do parceiro. Amor é a convivência do dia a dia. É o simples sentimento bom de estar lavando uma louça e a pessoa chegar por trás, te dar vários beijos e te abraçar bem apertado. 

Amor é querer estar perto mesmo que o outro não queira. Amor é precisar da outra pessoa, mas não depender. Amor é deitar do lado um do outro, ouvir um blues qualquer e se sentir a pessoa mais feliz e sortuda do mundo.

Amor é o simples ato de tomar banho juntos e retocar a barba mal feita dele, enquanto ele faz caretas para te fazer rir. É a simples e intensa vontade de estar o tempo todo juntos e o tempo todo ainda não ser suficiente. 

Amor é chegar do trabalho cansado e retirar forças para arrancar um sorriso de seu rosto. É odiar aquele cabelo enorme, sem corte, cheio de pontas duplas e ressecado, mas ainda sim adorar acariciar ele. É saber de todos os defeitos e ainda amar a pessoa incondicionalmente.

Amor é sentir o cheiro da pessoa em sua roupa e sentir um aperto no peito de saudade, mesmo que tenham se visto há algumas horas. É lembrar-se daquele sorriso e sem perceber sorrir junto. É sentir aquele abraço sem ao menos ele estar perto. É sentir quando a pessoa não está bem. É não conseguir escrever em nome desse amor. Demorar horas e horas para expressar e por no papel. Mas ao mesmo tempo, querer de todos os jeitos, demonstrar tudo isso. 

O amor vem com o tempo. Com a convivência. Com os costumes estranhos. Com o “beiço derrubado” por causa do stress do trabalho. Com a preocupação. Com as demonstrações pequenas do dia a dia. Com o sutil ato de um abraço quando se mais precisa. Aparece quando a gente menos espera. E engana-se quem pensa que dizer “eu te amo” será suficiente. Essas três palavras nunca serão suficientes para demonstrar a imensidão e intensidade do amor.

O amor só é amor quando se ama a dois. Fora isso, é apenas paixão. E paixão passa. Acredite em mim!

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