Os finais são necessários. 

Dois segundos. Talvez três. Acredito que este foi tempo o suficiente para desabar o meu mundo. 

“Acabou!” – dizia ele. Lembro-me que ao fundo das vozes da festa tocava alguma música, talvez pop. E então, eu desabei. “Acabou!” – dizia ele. Acabou… Acab…. Ac… Ah, acabou. A palavra mais complexa da história. 

Nesse momento a gente se doe por tudo. Acabou? Mas e tudo que ali existia? Todas as promessas, planos e sonhos, acabou? Toda aquela dor corroía meu peito. E não adiantava gritar nem implorar. Acabou. Ah, o mais difícil naquele momento foi perceber que nem tudo é como eu quero. Logo eu, que sempre tive todas minhas vontades feitas pelos meus pais. Não adiantava. Naquele momento nada que eu fizesse mudaria aquela decisão. Não adiantaria eu querer muito, querer em dobro ou em triplo. Ele não queria. 

Mas hoje? Hoje sou grata a esse acabou. Aprendi que finais são necessários. Que não devemos enxergar o fim como o vilão da história. E se aquele fim, ao invés de ser dor, for algo que te liberta de tantas outras coisas? Acabaram as cobranças, as desconfianças, os estresses, acabou. Que tal pensarmos assim? Que tal sofrermos menos pelos fins? Afinal, enxergar o lado bom das coisas é fundamental. 

Acabou? Ok. Comece outra coisa. Cada final é um novo começo. E o tempo, ah, ele voa. 

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