Celular tocou… mensagem no WhatsApp. Aquele nome tão temido apareceu nas notificações. Ao ler o nome e o sobrenome minhas pernas bambearam. Era você. De novo você. Por que?

Li a mensagem apressadamente achando que poderia ser algo importante, afinal você nunca mais havia me procurado. Não era. Tudo em volta parou. A conversa não passava de uma bobagem qualquer, como a que temos com alguém que falamos diariamente. Mas nós não nos falamos com frequência, não desde 2011. 6 anos de distância, 6 anos em que evitamos conversar demais.

Percebi, então, que sua conversa não passava de apenas mais um dos seus jogos. Aqueles mesmos que antes eu adorava jogar e sempre acabava ganhando de você, principalmente naquele famoso de aguentar ficar sem sorrir um para o outro. Mas a verdade é que o real motivo daquele jogo inesperado foi descoberto após a conversa se estender. Sim, era ele… o tal do sentimento, aquele mesmo de 6 anos atrás, aflorando novamente.

E eu vou te dizer que não, eu não senti o coração acelerar como em todas as vezes que trocamos mensagens ou olhares. Eu não senti um arrepio percorrer o meu corpo só de lembrar de você e nem senti o peito apertar de saudade ao ver uma foto sua que você fez questão de mandar. Eu não achei o teu sorriso tão lindo como eu achava antes. Não senti as mãos suarem frio e não senti o sorriso invadir o meu rosto ao ver a pressa com que você visualizava as minhas mensagens. Não, eu não senti absolutamente nada.

Droga, você sabe mais do que ninguém, eu minto muito mal.

Eu senti, não deveria, mas senti. Senti tudo como na noite do nosso primeiro beijo. Te senti perto novamente e te quis ainda mais perto. Senti vontade de dizer que te amava antes de você fugir de qualquer conversa mais séria. Senti vontade de voltar, de te abraçar. Senti vontade de sermos novamente um só. Senti vontade de me perder em teus braços, de me encontrar no teu sorriso. Senti vontade de ser tua. Senti vontade de te amar, ao menos só mais uma vez.

É que a verdade é que você ainda tem o mesmo efeito sobre mim, você ainda faz o meu peito ficar tumultuado. Só você é capaz de me fazer ignorar os desejos por outro alguém. Só você é capaz de dominar por completo os meus pensamentos. Só você sabe me acarinhar do jeito que eu gosto, só você sabe ser quem eu preciso. Você ainda tem o mesmo poder sobre mim e talvez esse poder seja só teu, para o resto da vida.

E então um “vou dormir, boa noite” interrompeu uma conversa que talvez daria em algo a mais… nós nunca saberemos. E ali, em meio a um “dorme bem”, as 3h da madrugada, as luzes do celular se apagaram. O mundo real me deu um chute no peito e me nocauteou para um sono profundo.

Foi mais uma noite de ilusão, mais uma conversa sem final. Mais uma vez que nos perdemos antes mesmo de nos reencontrarmos. Mais uma vez que deixamos o amor escorrer pelos nossos dedos.

vic

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Victória Martins