Tem dias que eu me sinto bem feliz, assim, de graça. E aí sinto que preciso transbordar, doar uma simpatia que nem sempre está aqui, sorrir de canto por qualquer mensagem, falar umas bobagens com uns amigos…
Aí anoitece! Sou só eu e aquela música do Phill Veras que insiste: “traz o teu amor, me empresta o teu amor… lá, lá, lá” e aí não tem mensagem ou risada que esconda aquele segredo: Eu não estou bem!
Mas está tudo bem em não estar bem essa noite? Está tudo bem querer me retirar do mundo e me esconder na minha caixinha de memórias que doem?
Quero, desejo, recordo, sonho com alguém que você foi e nunca mais será. Aí eu me deito com você na cabeça, choro um pouco, um choro calado e que agoniza no peito. Tudo dói. A sua falta aperta o meu peito de um jeito que eu não suporto, de um jeito que me faz desistir… Mas o que acontece depois que você desiste daquele amor?
O que acontece?
Ele vira mágoa?
Ou simplesmente some?
Eu me apego e me abraço com a solidão e a falta que você faz aqui do meu lado. Eu me recolho e encosto as pernas de mansinho e choro cada vez mais alto, porque o seu amor é a dor que agoniza e não se cala. É o frio que queima e congela. É a faca que rompe com toda a fibra densa que eu construí em volta de você.
Eu gostava de você, como gostava de dançar. Seu cheiro e pele ficaram dentro de tudo aquilo que eu sou e mesmo fingindo ser qualquer coisa, era muito. Eu gostava de você, como gostava de sentar na sua varanda pra ver o pôr do sol e o cair da noite, naquela perfeita transição.
Mas a noite hoje não cai, desaba. E eu desabo sobre o que restou. Sobre o que restou de nós dois.
Eu sinto a sua falta como quem arranca um siso… E a dor… E a falta… E a dor! Eu sinto sua falta como quem disse que não iria e foi, como quem disse que não esqueceria e esqueceu, como quem disse que estaria pra sempre e hoje não liga mais. Como quem disse qualquer coisa que caiba dentro dessas metáforas.
Eu sinto a sua falta e o pouco que dói aqui é muito diante de tudo o que você levou. Tudo é falta e falta é penalidade pra time que estava ganhando.
E mesmo sem querer, a gente se acostuma com a falta e depois preenche que transborda, tornando tudo o que passou em uma espécie de remédio antidepressivo. Entende?
Quero esquecer você, com todo o meu amor. Que é tanto e é teu.

Camila

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Camila Oliveira