Cá estou eu, no escritório do meu pai. Computador ligado, pessoas entrando e saindo, algumas bem alienadas e outras concentradas demais em seus celular. Mas eu, eu não. Eu estou aqui, escrevendo, com um mapa enorme na minha frente, sentindo saudades de todos lugares que já visitei e imaginando todos que ainda vou ir.

Já repararam no tamanho desse mundo? Cara, ele é tão grande. Batendo o olho por cima, um tanto longe, já temos a sensação de ele ser enorme. Quando nos aproximamos e observamos a quantidade de lugares que existem. Cidades famosas e outras nunca citadas na mídia. Uma imensidão de azul, maior parte nunca explorada e ainda têm pessoas que ousam dizer que “simplesmente não querem viajar”.

Algumas pessoas são apaixonadas por pessoas, por comidas, por esportes, por marcas, por músicas e animais. Eu sou apaixonada pelo mundo. Eu sou apaixonada pelo tamanho dele, pela história, pelas inúmeras culturas e experiências vividas nele. Ouvir histórias de casamento é emocionante pra alguns, ouvir histórias de viagens é fantástico pra mim.

Se algum dia tivermos a oportunidade, vamos tomar um café? Fechamos assim, tu me conta tuas histórias e eu te conto as minhas. Tu vais ver meu olho brilhar, alguns sorrisos aleatoriamente estampados no meu rosto, vou te fazer perguntas nunca imaginas e se me contares alguma loucura eu vou rir. Rir de felicidade por tu ter experimentado aquelas coisas e sorrir por desejar que algum dia eu possa fazer o mesmo. É incrível como podemos conhecer tanto em tão pouco tempo. Ah, viajar, viagens, vivências. Um brinde à vida!

Às vezes, quando fico entusiasmada com esse papo, acabo falando demais e nem todo mundo entende. Me dói quando me acham arrogante por falar tanto sobre minhas viagens. Quando falam que “eu só quero me aparecer” por falar das coisas que já fiz, me parte o coração mas aí eu percebo que o que meus pais me ensinaram é verdade, “não são todos que comemoram tua felicidade”. Esses momentos acontecem mas eu não ligo, é aquele velho ditado “se tu me desejas o mal eu te desejo o bem. Afinal, cada um oferece aquilo que tem.”

Mesmo com essas coisinhas eu não me incomodo. Não deixo de ser mais eu. A guria que se orgulha de cada pontinho marcado no próprio mapa, que sonha em andar pelas ruas da Europa e ajudar na África, que quer casar na Itália e passar a lua de mel nas Maldivas continua aqui. Eu quero, sim, conhecer o mundo. Vou do Alaska à Austrália. Do Sudão à Venezuela. Vou da Patagônia à Rússia. O mundo é nosso, porque não explorá-lo ao máximo?

Dizem que podemos ter tudo o que desejamos desde que corramos atrás. E se isso for verdade, algum dia ainda vou escrever pra vocês direto dos aeroportos, dos aviões, dos lugares que conheci, agradecendo especialmente à cada um de vocês, leitores, que me proporcionam sonhar cada vez mais alto.

bobsin

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Participe da conversa! 2 comentários

  1. Existem pessoas que amam viajar e simplesmente não tem grana. Não basta querer, tem que poder também

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    • Por experiência própria te digo que viajar é muito mais planejamento do que o dinheiro em si. Se eu dependesse só do dinheiro, jamais teria saído daqui 🙂

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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