Meia-noite, sem ser em frente ao Largo do Arouche. Em casa mesmo, os ponteiros cochicham e eu olho para o relógio de soslaio. Estão rindo de mim. O ritual diário começa sua sina dessa forma; você sabe que aquela é a primeira hora acordado, de tantas que ainda estão por vir. Rolar na cama é que não da. Exercitar o cérebro, não sem antes dar aquela última olhada em todas as redes sociais possíveis (até você, Linkedin). Um ou outro madrugueiro pra trocar uma ideia, mas sem muita ambição. Hora da tv. Começo pela Justiça, zapeio pelo Senado e pulo a Globo por questões ideológicas (propositalmente esquecidas na Globosat, porque ninguém é de ferro). Eu sei que não vou encontrar nada, mas não custa tentar. Já acabou? Agora em HD. Netnow e Netflix, irmãos que eu não tive. Me tiram da solidão e, por vezes, até penso que gargalham e confabulam comigo. A madrugada é delirante, cuidado. Vamos aos livros! Terminar aquele chaaaaato (mas termino todos, mesmo odiando, deve ser TOC). Opa, esse eu gostei. Isso é um raio de sol entrando pela janela? O mundo acordando. Carteiros fazendo barulho. A rodada do Brasileirão rendendo piadas matutinas. Cheiro de café exalando pelas janelas dos mais diversos apartamentos. Até que a manhã não é tão ruim. 7 horas e fica sempre a dúvida: durmo agora ou viro e me acerto depois? Esse acerto é agiotagem pura, só acumula e nunca se paga. Um dia ele cobra… E o crédito do sono é pesado, quiça consignado. Até lá, olá, olheiras. Que prazer tê-las aqui. Olá, mundão! Um pequeno cochilo e eu já me acordo procê, ok? Ixi… Hibernei.

cassar

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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Gabriel Cassar

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