Sempre procurei conhecer as pessoas de forma profunda. Entender o que passa pelas suas mentes, apesar de ser impossível compreender. Por isso sempre gostei de conversar muito sobre coisas que vão além da superficialidade. Há quem não goste deste tipo de conversa, acham que estou “dando uma de inteligente”; ou que só quero ser o “O amigo psicólogo” – o que é um elogio para mim no segundo caso. Mas é apenas curiosidade da minha parte. Além disso, gosto muito de ajudar, seja com conselhos ou apenas ouvindo aqueles que precisam desabafar. Tiro muitos aprendizados de cada história, e reafirmo que a dificuldade mora em cada ser, sem exceções. Aliás, temos a impressão de que a carga do outro é sempre mais leve. E talvez essa visão de que a vida do outro é sempre melhor seja gerada pelo fato de querermos evitar nossas próprias dificuldades. Muitas vezes esquecemos que passar por tribulações é inerente à vida. Analisando várias conversas, pude notar que o ser humano necessita de uma conexão com o próximo. Precisa de um farol que oriente suas posições, por mais que sejam exímios navegadores. Claro, a interiorização pessoal é importante – até porque o autoconhecimento se adquire somente desta forma. Mas creio que às vezes necessitamos de um intercâmbio de pensamentos, onde podemos achar em outras formas de pensar aquilo que precisamos para organizar nossas próprias ideias. Seja através de livros, músicas, blog’s, etc. Não importa a forma, precisamos de uma conexão com o próximo. E das diversas formas, eu prefiro o diálogo. Aquela conversa transformadora, que traz luz ao ambiente escuro. Onde as palavras abrem caminhos para uma compreensão melhor dos nossos próprios pensamentos. 

Além de tudo, o afeto que é gerado entre essas conexões humanas, traz sentindo à nossa existência – dentre várias outras coisas. Você se torna um ser importante para o outro, o que te leva a uma consciência de que tem um papel a cumprir na vida. Saber que você tem uma missão com a humanidade, na ajuda para consertar cada erro que cometemos, te coloca como parte fundamental do lugar. Devemos ser como as formigas, que de migalha em migalha conseguem contribuir para um todo. Então, se conectar com a outra pessoa no intuito de ajudá-la a compreender suas dificuldades fará de você mais do que um simples telespectador da vida.

Portanto, converso com cada pessoa como se aquilo fosse uma atividade que eu não gostaria que acabasse. Sabe, aquele garoto na escola que desanima quando acaba a aula prática de educação física? Ou aquela garota que pede para o namorado ficar mais um pouco quando ele precisar ir embora? Assim sou eu ao fim das minhas conversas, sempre quero um pouco mais. Pois ali eu estou transmitindo e adquirindo cada aprendizado, coisas que me encantam no ser humano. Ali tento desvendar cada particularidade, além de criar laços afetivos. No final, a recompensa é mais do que satisfatória. O ganho entre a conexão que é feita entre duas almas ultrapassa qualquer recompensa material. E quando o sentimento escapa pela boca, revelam simples frases como: “Conhecer você foi uma das coisas mais importantes que aconteceram na minha vida!”. 

  

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Jhonata Santos