Um dia amar demais me doeu, me fez desacreditar na sensação das borboletas no estômago, no acelerar do coração. No fundo, eu não perdi as esperanças. Eu apenas desisti de ir atrás, desisti de tentar de novo com toda a intensidade. 

Tive medo de arriscar, preferi ficar como quem anda pisando em ovos. Todo cuidado parecia ser pouco. Era inevitável pensar em amar de novo sem antes pensar que poderia dar tudo errado e que então, mais uma vez, eu me renderia ao sofrimento que a tal desilusão amorosa nos causa. Definitivamente, o amor não era pra mim. Era pra ele, ela, a vizinha, meu primo, minha avó, minha tia e para o meu melhor amigo, não para mim. 

O tempo é esperto, ele faz tudo em silêncio. Ele gosta de nos surpreender. Eu quis fugir, tapei os ouvidos e os olhos. Não estava me sentindo pronta. Não queria perceber que as borboletas voltaram a ter vida e muito menos que aqui dentro existe um coração que sempre estará disposto a acelerar, mesmo que de surpresa. Não tive saída: a paixão realmente me pegou. E, o melhor, quando menos esperei.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

CATEGORIA

Thais Oliveira