– Por onde começamos? – Disse ele, um rapaz formado em engenharia química e que, hoje além de escrever, fazia cerveja.

– Não tenho ideia. – Disse ela, uma atriz que nunca exerceu a profissão e que, hoje, se dedica a escrever.

– Talvez um diálogo, o que acha? – Ela tinha dúvidas quanto ao processo de escrever em dupla.

Escrever a dois não era um processo normal para eles. Cada um tinha seu estilo, sua temática. Ele era muito novato nesse mundo e ela já tinha uma certa experiência.

– Acredito que um diálogo funcione. – Ele disse. – Mas que tal seguirmos uma série de perguntas e respostas? – Ela exclamou.

Confuso com a ideia ele questionou.

– Mas que tipo de perguntas e respostas, seria um Quis?

Ela parou e pensou na ideia. Como escrever com duas cabeças pensando ao mesmo tempo? Seria preciso alinhar os pensamentos. Era preciso determinar um tema para que o texto pudesse ser desenvolvido.

– Sobre o que você quer falar? – Ela perguntou. – As perguntas e respostas precisam partir de algum ponto, teremos personagens?

– Vamos com calma. – Ele disse. – Não vamos pensar muito. Deixa rolar… onde estamos? – Perguntou.

– Estamos nas perguntas e respostas. Quem pergunta primeiro? – Ela disse

– Então eu começo. Preciso visualizar a cena. – Ele disse. – Sugiro que nossos personagens estejam em uma viagem. Um avião, navio talvez…

– Boa ideia! – Ela disse – E eles são um casal? Amigos? Irmãos?

– Bons amigos. Que tal? – Ele perguntou.

Era mais fácil criar um ambiente entre amigos quando se escreve entre amigos.

– Perfeito. – Ela respondeu. – Bons amigos que viajam juntos. E sobre o que eles conversam? Vida, carreira, amor, saudade?

– O que me diz? – Ele devolveu a pergunta. Era difícil fazê-la tomar decisões, é libriana.

– Saudade da infância. – Ela sugeriu

– Ótima ideia – Ele concordou. – Então eles estão no navio ou no avião? Pode escolher.

– No avião – Ela estabeleceu. – Eles estão indo para onde? Paris?

– Londres. – Era a vez dele escolher. – O que iam fazer lá?

– Visitar outro amigo de infância, assim a gente tem um ponto de partida. – Ela estava ficando animada.

– Podemos falar de alguma professora chata que eles tiveram. – Ele também estava ficando animado.

– Sim, ela pode ser professora de matemática, todo mundo já teve uma rabugenta professora de matemática. – Ela deu a ideia.

– Podemos falar que eles ouviam Mamonas Assassinas. Eu sempre ouvia. – Sugeriu ele.

E assim o texto foi nascendo e ganhando vida.

Quando colocaram o último ponto final satisfeitos, sorriram e colocaram o texto no ar.

 

[Para ler o texto que eles escreveram juntos clique no link abaixo]
RELEMBRANDO VELHAS AMIZADES

MONIKAJORDAO     hugo

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