Soa como clichê, mas sempre vale a insistência na percepção do óbvio.

O que está na cara, pode confundir, assustar ou causar uma desconfiança que nos impede de quebrar as correntes que nos prendem à uma vida limitada pela preocupação de nos tornarmos o que não queremos ser. Mas a boa notícia é que dá para sair dessa, basta não darmos atenção às consequências, ao medo de errar e, principalmente, à opinião de pessoas que não nos acrescentam em absolutamente nada.

Admito que não é fácil, estamos muito acomodados para nos arriscar a pular o muro, derrubar as grades ou soar o alarme da inércia que preenche uma vida incompleta demais para transbordar. Mas as oportunidades aparecem. A vida não exige nenhuma seriedade, isso não passa de uma projeção pessimista da nossa preocupação com o que não tem importância. O que ela exige é a coragem, o orgulho das lágrimas, o chute no balde, a escolha no escuro; sem nos preocuparmos com o peso das decisões erradas.

Quando compreendemos isso, nos tornamos carpinteiros do destino. Viver é ser livre para discordar de si mesmo, sem precisar pedir desculpas. É também ter a consciência da nossa falta de controle sobre tudo que acontece ao nosso redor. E não se desesperar com isso. Vive mais quem se preocupa menos, quem se dedica mais e quem sabe compartilhar as consequências de tudo isso. Por mais que pareça um manual complexo e cheio de mistérios, a última folha esconde o essencial: “Você não devia ter me levado a sério.”

Assinatura Neto Boteco

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