O amor pede passagem!

“Touro e Sagitário são uma das maiores improbabilidades românticas do zodíaco”, é o que eles dizem. Terra e Fogo, juntos? Tempestade e calmaria são, por uma questão racionalmente óbvia, incompatíveis. Paradigmas criados, prontos para serem quebrados.

Quando, depois de 4 anos de casamento, o relacionamento chega ao fim, a gente chega a pensar que é o ponto final do parágrafo, que não há mais trilho na estrada para que este trem siga. Mas algumas coisas nessa vida, são mais fortes que o próprio fim das coisas… O amor pede passagem: ele faz o fim das coisas, se tornar melhor do que o início delas, e então, 9 meses depois de uma separação dolorida, silêncio, angústia, quilômetros de distância e estados diferentes, o reencontro não faz uma gota pingar, mas abre uma torneira que jorra de forma desgovernada, e trás à tona, de forma transbordante, todo o amor de outrora, de forma renovada, leve, natural e cheia de fluidez. A paixão velha em um novo e delicioso rompante, que gera agradecimento pelo fim.

Agradece-se pelo fim, pois quando é amor, a distância faz aumentar o afeto, mesmo que de forma silenciosa, de modo que se descubra toda a multiplicação apenas quando os olhares se reencontram. Agradece-se pois quando é amor, na distância do fim, a gente ouve o chamado do coração do outro e sente o desespero de estar novamente sob o mesmo teto. A distância mostra os defeitos, os erros, a feiura, as diferenças que pareciam igualdades, e o amor traz o perdão e a aceitação de todas as coisas, pois são elas que formam quem amamos, da forma mais imperfeitamente perfeita que possa haver nessa vida. Porque ocorre que o amor é ambíguo, o amor é paradoxo, e o amor é singular demais em cada uma de suas formas, para que lhe digam quem é que ele pode juntar.

O perdão e aceitação fizeram um caminho novo e livre, e os ‘Brunos’ mostraram para quem quiser ver que os paradigmas são quebráveis. O amor genuíno faz com que o outro volte e fique. O amor genuíno faz com que Touro e Sagitário se ajeitem e se completem em meio às suas diferenças, faz com que haja calmaria em meio à tempestade e a distância se dilua feito açúcar em água quente. Pra quem diz que não é possível, pra quem não vê que há caminho depois do fim: o amor pede passagem. E para todos os burburinhos, um grito bem alto de quem ama tanto que não se contém:

O AMOR VENCEU!

debora

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