Você não sente cada minuto passar e olha o celular a espera de uma mensagem que não virá e de um telefonema que não chegará ou de qualquer notificação que mude a sua vida inteira?

Será que você não sente?

Não sente o peso das horas? A culpa por amar de um jeito estranho, que nem parece amor?

A culpa por sentir um vazio que machuca e apavora?

O medo de não amar ninguém?

A angústia de não sentir nada agora…. Nenhuma dorzinha de amor?

Nem a espera pelo alguém amado? Nem um sentimento dolorido, daqueles que faz a gente escrever qualquer coisa bonita nas páginas da agenda…?

Não dói em você o escuro, o solitário, o nada?

Será que você ao menos pensa nisso?

Será que lembra que faz falta um amor?

Você ainda pensa? Porque eu penso e peno.

E olho o seu Facebook todos os dias a espera de que surja ali uma notícia sobre você.

O seu novo emprego.

A sua nova namorada.

O seu lar.

A sua confusão inteira.

Você pensa em como está aqui?

Não na minha casa, mas no meu peito…. Dói tanto e eu nem sei por quê. Mas sei que você tem culpa! Tem culpa pela espera do telefonema que não chega e dói. Pela hora marcada que não se aproxima e dói. Pelo relógio parado, o esquecimento, o quereres…. Sem nem mesmo entender eu me vi encharcada de um amor que eu sabia que me mataria todos as noites. E morri!

Por que recaídas de amor pesam como suicídio, a alma fica vagando a culpa daquele sentimento que dói não se sabe por quê.

Meu amor tem medo! E eu te pergunto como fazer pra parar de ter medo e você me diz que está tentando descobrir… Qual a receita? Vende na farmácia? Será que encontro no Mercado Livre? Reagendando o amor a gente sobrevive. Hoje doeu um pouquinho, mas aí remarquei pra semana que vem, pra quem sabe conseguir dormir em paz.

Como desmarcar o amor?

Será que você também sente demais quando chega um domingo à noite e não tem ninguém pra desmontar sobre o peso da semana? Será que você não sente a falta, a solidão, o vazio?

O amor está sempre prometendo paraísos e construindo o ser, com faltas, falhas e procurando sentir alguma coisa… Qualquer coisa desde que sinta. Não estou acostumada com não sentir nada.

Camila

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Camila Oliveira