A cada momento, a vida me prova que ela acontece exatamente da forma em que deveria acontecer… E eu me questiono: “Eu realmente devia ter sofrido tanto?” Sim, eu deveria!

Cada passo que a vida dá é acompanhado de uma decepção, já percebeu? A gente se frustra tanto por coisas que não aconteceram mas que não deveriam mesmo dar certo ali, naquele momento, para que pudesse ser mil vezes melhor no depois. A gente sofre é pela antecipação, pelo que está por vir, pelo que ainda não é.

Se antes de ser a gente soubesse o que seria, estaríamos abrindo mão do poder que nos traz o aprendizado. Porque o interessante é saber aproveitar os medos, as falhas, ou qualquer decepção como forma de crescimento. O passado é valor, o presente é lição e o amanhã é aquilo em que devemos crer todos os dias, para que possamos semear no hoje.

Ver no sentido literal da palavra é conseguir enxergar, olhar, colocar na memória uma imagem ou um instante. Mas, mais do que a literatura pôde me explicar, descobri que ver é também perceber, sentir, saber lidar.

Algumas vezes limitei meu pensamento ao sentido do olhar, por falta de bagagem e informação, mas, quando a busquei, pude construir um novo olhar sobre o mundo e sobre como lidar na influência do que acontece ao meu redor.

Quando a gente acha que sabe tudo, a gente se perde do mundo, se perde na vida e se perde em todas as nossas relações. Olhar pra vida como um aprendiz é possibilitar extrair dela reflexões sobre a sensibilidade, que é única, e o poder que ela tem de aprimorar e modificar quem seremos amanhã. Para ir além das reflexões e poder sentir de maneira intensa a construção do mundo, nos seus detalhes.

Você mudaria um momento em que a vida te fez enfrentar problemas ou algum tipo de dificuldade? Ou também acha que aquele momento te tornou mais forte e mais maduro?

A vida é como um muro. Cada tijolo nada mais é que uma porção de vivência. E são eles quem promovem o alicerce, que permitem que o muro finque e fique de pé. O muro é a proteção, o diferencial, o ponto de comunhão dos aprendizados que trazemos. Ele pode cair, mas ao reerguer-se o faz de uma maneira inteligente, não permitindo que o mesmo erro volte a acontecer. Não da mesma forma!

Os muros nunca são iguais, justamente para nos mostrar, que cada porção de vida é uma vivência diferente para cada um de nós. Cada pessoa pode e deve ter uma percepção diferente e sensível do que o mundo lhe dá. E quanto mais intensa for essa percepção, mais firme o muro se constrói. O muro é o dono dos julgamentos, das sensações, culpado pelo amor e pelo ódio. Quem destrói seu muro não pode sentir, não pode amar e nem odiar.

Cada momento da minha vida, subi degraus em busca de suprir a minha falta de equilíbrio e serenidade, para aprender a ser metade racional, metade emocional e não um inteiro poço de sentimentos que transbordam e que a gente nem sabe por que.

Eu não mudaria nada do que sou ou de quem fui, do que trago comigo ou do que pude doar a quem esteve comigo. “Surfando Karmas e DNA” fala por mim agora, porque: se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual.

Camila

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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