Há momentos em que paramos para observar as coisas ao nosso redor. Hoje mesmo eu estava assim, me desliguei do meu mundo e fui apreciar a natureza.  Não demorou muito para que uma coisa me chamasse a atenção: uma formiga carregando um pedaço de folha – que parecia bem pesada para o seu tamanho. A folha caia para um lado, caia para o outro, e a pequena não desistia até chegar ao destino final, o formigueiro. Ela caminhava como se estivesse equilibrando-se em uma corda bamba, passando por todos os obstáculos com aquela carga. Deixava a folha no chão por alguns segundos, caminhava para lá e para cá, depois pegava novamente e continuava a caminhada. Me arrisco a dizer que ela não via nada na sua frente além do seu objetivo.

Diante disso, comecei a refletir sobre a semelhança entre a cena e as nossas vidas. Das dificuldades que passamos diariamente. Parece que somos a formiga carregando algo muito pesado, quando estamos passando por tribulações.  O fardo começa a pesar tanto que chegamos a andar com as pernas bambas. Sobretudo, quando bate as incertezas do futuro. Será mesmo que estou no caminho certo? Será que vou conseguir chegar aonde quero? São inúmeras as dúvidas.

Já pensei em desistir. Há horas que duvido da minha própria capacidade de realizar coisas. Esses pensamentos intensificam-se na madrugada. Sim, tenho hábitos noturnos, e passar parte da noite pensando na vida é um destes. Além disso, tem mais um item que pesa: a cobrança. Somos cobrados por nossas atitudes, pelos erros cometidos, o que nos deixa desmotivados algumas vezes. Fora a cobrança pessoal, principalmente quando você já é responsável pela sua vida.

Isso e um pouco mais são as nossas “folhinhas” diárias.

Engraçado, não? Como parecemos com aquela formiga, diante da vida. A diferença é que podemos fazer escolhas, e em determinadas situações muitos de nós desistem por achar que a “folha” está pesada demais. Por outro lado, poderíamos pegar o exemplo que a natureza expõe e tomar como um estímulo para seguir em frente, rumo aos nossos sonhos. Apesar de todo imprevisto, podemos ir adiante como se nada pudesse tirar a vontade de chegar à conquista.

Esse ser pequeno me deixou uma lição: o foco não é na dificuldade, e sim aonde quero chegar. Virão momentos em que o cansaço baterá, então deixarei a folha um pouco de lado para pensar em soluções melhores, bem como fazia a formiga. Mas se eu realmente quiser, nada poderá me impedir de chegar ao meu objetivo. Nem mesmo as pessoas que tentam me jogar para baixo dizendo que aquilo é improvável para a minha realidade. Nem mesmo as decepções, erros e falta de um cenário mais favorável, vão tirar meu foco. Pois, o importante é ver que, mesmo distante, todo esforço é válido quando queremos alçar voos maiores.

Não podemos desistir daquilo que almejamos. Se assim como eu, você costuma a pensar demais na madrugada, acho que podemos encontrar as melhores soluções aí, nessas horas.  Por um momento você poderá achar que o objetivo está longe e que não irá aguentar até lá. Mas pequenas coisas podem acontecer no seu dia a dia, que vão te motivar a continuar. Você quer ser empresário? Uma oportunidade pode bater à sua porta para que possa começar a desenvolver o seu trabalho. Quer ser um bom professor? Uma oportunidade de estágio em uma escola pode surgir. E por fim, você escreve e quer ser um bom escritor? Poderá receber uma oportunidade em algum Blog do qual você é leitor.

  

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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Jhonata Santos

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