Quanto significado há, em um “eu te amo” que não ecoa? Em um “Eu gosto demais de você”, vazio? E quanto significado há em mudos atos de amor e carinho? Onde é que a balança pesa mais? Sabe, a gente têm mania de falar demais. E a gente têm a mania estranha de sentir um pouco, falar o dobro e viver inerte. Porque é difícil demais abrir mão da nossa vida bagunçada pra mostrar para o outro que o que nos importa, é viver lado a lado. Falar é mais fácil. Prometer então, nem se fala. E a gente se esquece que lida com outro coração. A gente esquece das grandes cargas de expectativa, que vem acompanhadas das palavras que a gente joga ao vento, sem o menor peso na consciência. As atitudes, não. Enquanto as palavras tendem à se contradizer, as atitudes, apesar de mudas, gritam sentimentos e a importância de relacionamentos. Um simples remanejar de compromissos para poder estar com alguém, já diz muito. Dar à alguém um dos seus “dias premium” da semana (aqueles em que você tem as melhores baladas ou que o teu bar favorito “bomba”) vale mais do que um “Eu quero te ver” ou um “Eu quero muito estar com você”. Um simples “Como foi teu dia?” vale mais do que dizer “Você é importante pra mim”.

Mostrar que se importa vale mais, sabe? A demonstração de interesse, o fato de você querer saber sobre o dia do outro e como esta pessoa realmente está, são coisas que ecoam. Ecoam no coração do outro, e fazem com que as tuas palavras sejam dotadas de sentido. Dá segurança. E mais do que segurança, passam verdade. Porque nada pior nessa vida do que uma tese mal sustentada. Se você aceita um conselho, leitor, demonstre o teu interesse até as tampas. Fale bem menos, mas demonstre muito mais. Eu sei que as pessoas não costumam mais mandar flores às outras, mas um buquê com as suas flores favoritas (e por que não da cor favorita também, né?), muda o dia, muda o astral.

É um ato antigo de romantismo, que jamais deveria ter saído de moda, uma vez que as flores decoram e alegram também a nossa alma. Seja criativo e surpreenda. Seja compreensivo e deixe o seu egoísmo de lado, porque às vezes ele atrapalha. Ao invés de ficar recitando versos debaixo da sacada, inverta a história, moço: dê um jeito e suba até a bendita sacada, e tire a moça de lá. Nem sempre a vida vai te dar as oportunidades de fazer o relacionamento dar certo; ou, talvez, você já tenha recebido mais oportunidades até do que poderia merecer; e em ambas as alternativas, se acha que esse sentimento que martela a tua cabeça, vale a pena, você vai precisar ser proativo e criar a oportunidade. E não me venha com historinha boba de medo.

Se você leva alguém no banho-maria faz tempo e essa pessoa AINDA ASSIM fica esperando uma atitude sua, engole esse teu mimimi, joga as desculpinhas esfarrapadas fora, e tenha a atitude correspondente à cada palavra que jogou ao vento. Para todos os efeitos, você é livre para dizer “eu te amo”. Mas, enquanto as suas palavras forem vazias, o outro também será livre para não acreditar. E não se esqueça: enquanto você fala demais mas vive inerte, dá margem àquela pessoa que fala de menos e age toda vez que pode. As suas palavras podem falar com beleza, mas as atitudes do outro gritam com vontade e porque sim! Sinceramente? Se você perder um amor em potencial por falta de atitude, eu vou achar pouco. Ninguém mandou ter a burrice impressa na língua e estampada na testa.

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Participe da conversa! 2 comentários

  1. parabéns!

    Ótimo post!

    ________________________________

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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Débora Cervelatti

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