O jogo não acabou!

Eu sempre te procurei né?!  E acho que você sempre se perguntou: Por que mesmo não me oferecendo tudo que eu mereço, mesmo não correspondendo ao meu amor, eu sempre voltava para os seus braços. Bom, se precisou de tempo para entender a singularidade disso tudo meu bem, saiba que eu precisei me revirar do avesso para lhe externar essas repostas.

Para você pode até parecer uma matemática simples, mas para mim é química, psicologia ou qualquer outra coisa. Faltava sim; o beijo se prolongar, o abraço se estender e o tempo parar quando estávamos juntos. E eu sempre me perguntava: – Por que? Porque esse abraço não pode se estender? Por que esse beijo não vai se prolongar? Por que isso tudo, se há desejo no teu olhar, fogo nas tuas mãos, ternura e conforto nos teus braços?

Bom, eram perguntas demais… E eu decidi que não queria mais respostas. Não queria mesmo! Não porque não desejava mais estar ao teu lado. Mas porque entendi que precisava encontrar as minhas próprias respostas. Afinal, você também precisava saber que feitiço é esse que sempre me levava aos teus braços.

Olha, então vamos por partes amor: eu me revirei do avesso e hoje você está aqui. Me olha e conversa como se estivesse falando com uma estranha. Diz que mudei, diz que meus olhos não são mais os mesmos, diz que meu tom de voz não é igual e sabe: não é mesmo.  Sabe que me revirando encontrei tudo. Encontrei as minhas repostas e também as suas. Eu confesso que tive medo e, sinceramente, posso dizer que te entendo. Eu também teria medo se alguém me amasse tão loucamente assim, com todo esse amor que encontrei aqui. É que o amor é lindo e gostoso, mas em excesso pode ser perigoso né?! Então: eu te entendo e sei que os beijos e abraços encurtados foram causados por mim mesma.

Eu procurei uma resposta em teus olhos durante todo esse tempo. Que boba! Estava tudo tão claro aqui dentro. Era demais pra você. Demais pra esse teu coração tão covarde! E quanto as suas repostas? Bom, era amor. Era exageradamente amor. Eu poderia definir em várias palavras mas fico com uma apenas: desequilíbrio. Era amor, mas também era meu desequilíbrio, meu anseio e meu descontrole. Talvez por isso tenha te assustado tanto.

Mas hoje você aqui – me olhando assim como uma estranha -, tentando achar a louca e desequilibrada que exageradamente te amava, me faz refletir. Hoje você me faz parar em frente ao espelho e olhar para esse meu avesso exposto e tentar entender. Que marcas são essas sobre mim? Será que tem algo a ver contigo? É, tem sim… Sabe o que é? É que as chamas ainda continuam acesas, mas o controle é meu. Pois é. Acho que o jogo virou, afinal, qual o amor que vive por um triz né?!

A única novidade aqui é que não preciso mais me sentir desequilibrada. Não preciso me arriscar entre a lucidez e a insanidade por momento algum. Tudo isso porque o controle é meu. Não precisa se desesperar. Se está se perguntando se não te quero mais, eu posso te dizer com toda certeza: no fundo ainda existe amor em nós.  Mas quando os vidros embaçarem e os abraços se encurtarem você ainda vai entender que o jogo virou. Você vai entender que se reinventar, se revirar, é questão necessidade. Tudo por que amor não é coisa pra coração covarde. Amor é o tipo de jogo pra quem tem peito aberto, garra no olhar e força no sorriso.

Mas tudo bem. O jogo não acabou!

IMG_8009

Anúncios

Um comentário em “O jogo não acabou!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s