*Esta história é pedido de um leitor.

Hoje parei para olhar por cima de meus ombros – aquela espiadela lá no passado -, e me assustei ao contemplar uma nítida imagem de uma cópia barata de mim mesmo, que hoje insiste em dizer que tudo já está acabado. Mas quem realmente estou tentando enganar? Se me deparo com uma voz rouca e macia já me transporto para aquela velha lembrança que insiste em me acompanhar, dia após dia, e me vem como um soco no estômago. Sempre me trazendo vestígios de você.

É inegável a minha nostalgia quando entro em um local e logo sinto o seu cheiro no ar. E então meus olhos me traem e lhe procuram incansavelmente. Mas outra vez é somente eu e milhares de estranhos na multidão; Não, você não está lá. É apenas o meu desejo que implora para que eu te ligue, te mande uma mensagem, um alô, ou apenas um: “Ei garota! Eu estou com saudades.”

Mas então eu sigo firme em meus passos e procuro me desvencilhar das ciladas do destino, que vez ou outra vem me tentar a voltar a te reencontrar. Em um café ou em uma música, ou até mesmo nos trejeitos de uma criança que brinca com seu cachorro naquela pracinha que nós sempre levávamos o Troy. Ele adorava correr atrás das pombas – as quais juntos tentávamos jogar migalhas de pães – e ele sempre se soltava da coleira e insistia a ladrar.

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Sei que erramos. Eu talvez tenha errado mais do que você, por que, ao invés de te ajudar, simplesmente soltei sua mão e tentei seguir meu próprio caminho. E quando eu voltei? Em sua vida lugar algum eu encontrei. Um erro efêmero, mas que me custou o sorriso mais puro e o amor mais sincero. Hoje me vejo em frente a um espelho e não gosto da imagem que ali reflete. Ela representa a piada que me tornei, porque você se despediu, e, ao invés de dizer eu te amo, eu lhe disse adeus.

Hoje estou aqui e dessa vez não quero fugir. Quero que todos saibam o quanto ainda amo você. E se for fraqueza? Porra, que ela me consuma! Pois não serei aquele que vai distribuir meios sorrisos, beber até dormir, e que vai cantar uma versão menos romântica da Luka: “ Tô nem aí.”, porque eu “Tô” sim. Aqui, e agora. Estou na frente do seu apartamento, então não desliga na minha cara. Mas me abre a porta, aceita minhas desculpas, mande o seu orgulho embora e deixa eu dizer o quanto eu te amo. Melhor: deixa eu te fazer sentir novamente como se fosse a primeira vez todo esse amor!

PS 1: Porque desde sempre, eu continuo seu.

PS 2: E sou uma pessoa completamente apaixonada por ti.

PS 3: Vem ser minha?
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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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