O legado de ‘A culpa é das estrelas’

O romance de John Green, que chegou às telas brasileiras em 2014 para emocionar milhares de pessoas, de diferentes idades, deixou um legado para todas aquelas pessoas que amam boas histórias e que aprendem com elas.

O enredo (tanto o livro quanto o filme) nos mostra uma Hazel Grace totalmente desencantada com a vida, em todos os sentidos: saúde de mal à pior, pais superprotetores devido à situação avançada do câncer e um cotidiano extremamente repetitivo, como por exemplo, quando ela fala que a mãe a achava deprimida por ter lido muitas vezes o mesmo livro: Uma aflição imperial (UAI).

Ainda por cima, a linda garota (interpretada nas telinhas por Shailene Woodley) precisa, obrigatoriamente, frequentar um grupo de apoio, onde pessoas vítimas de câncer se reúnem para dividir angústias, tristezas, alegrias experiências e etc.

Porém, como em toda (boa) história, Hazel sai de casa em mais um dia comum, ruma ao grupo dr apoio, mas dessa vez mal sabe o que a espera.
Assim que chega ao grupo de apoio (situado literalmente no de Jesus) ela conhece (do melhor jeito possível) um garoto bonitão, amigo de um dos frequentadores do grupo de apoio.

“Ei, você, se soubesse que encontraria um Augustos Walters (Ansel Elgort), sairia de casa? Não responda!”.

O enredo tem seus altos e baixos, partes tensas e engraçadas e também, mais momentos tristes do que alegres. Contudo, Green nos coloca frente ao dilema perpétuo: se  devemos nos entregar inteiramente à pessoa que, depois de muito tempo, passou a arrepiar cada fio de cabelo do nosso corpo ou, se devemos nos privar, não se envolver  para não machucar o outro.

No caso de Augustus e Hazel, eles precisam decidir rápido. Será que dois adolescentes norte-americanos (doentes) podem ir à Europa para realizar um sonho? Será que dois adolescentes debilitados podem conhecer a vida de uma das figuras mais emblemáticas da II Guerra Mundial? E será que eles… Não vou dizer o que vocês estavam esperando, pois não cabe a mim contar o ápice/clímax dessa linda história de amor ‘adolescente’. Cabe a quem não leu, ler. E a quem não assistiu, assistir.

Só posso dizer e quem leu/assistiu vai concordar comigo (eu acho), que o grande legado, o que a história nos ensina é: nós precisamos aproveitar cada segundo. Cada segundo mesmo. Estamos de passagem nessa vida. Será que temos tempo para arrependimentos e privações? Não estou dizendo que não devemos refletir. Sim, nós devemos sempre questionar aquilo que somos e aquilo que queremos ser. Só não podemos ficar parados, arrependidos.

Nós devemos abraçar os nossos pais e irmãos todos os dias, fazer amigos novos sempre que possível (claro que confiar requer mais seletividade e tempo) e nós devemos nos entregar sem ter medo do amanhã, pois o amanhã, muitas vezes, pode não existir.

E por fim, nos faz pensar que algumas histórias terminam sem ponto final, sem que você possa dizer: “Meu amor, você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados e não sabe o quanto eu sou grata pelo nosso pequeno infinito”.

Você vai rir, chorar, rir de novo, se encantar, se emocionar e no fim, vai querer mais.

‘A Culpa é das Estrelas’ me ensinou que cada um de nós, tem dentro de si, um apocalipse individual. E que o verdadeiro amor nasce em tempos difíceis.

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