Quando pequena, sempre ouvia pelas esquinas que confiança é igual cristal: se quebrada, é impossível juntar os cacos. Custei pra perceber a verdade nisso. Custei a perceber que mentira não aumenta o nariz, apenas diminui a confiança. Foi preciso vivenciar pra acreditar.

Confiar é necessário. Mas não é pros apressados. Exige tempo. E ainda assim, com uma imensidão de tempo, ela pode ser quebrada.  E confiança quebrada dói. Como dói. E não há nada que possa restaurá-la.

Conhecemos uma pessoa e nos entregamos a ela. E dia após dia começamos a jogar parcelas de confiança sobre a mesma. Começamos a confiar na pessoa de olhos fechados.  O roteiro é tão natural, às vezes tão repetitivo. Seja lá o dito grande amor ou a melhor amizade. Acontece. Ao menos uma vez na vida vai acontecer com todo mundo. Ela vai despedaçar a confiança que foi depositada por ti sobre ela. E o pior é isso: a traição dói porque nunca virá dos inimigos, mas sim de quem mais amamos na vida.

Ela faz nós abrirmos os olhos, e fecharmos o coração.

É tão complicado: temos medo de confiar e nos quebrarmos, mas se não confiarmos, não saberemos se vamos nos quebrar ou não.

Por isso, se quiseres alguém em que possa confiar, confie em si mesmo em primeiro lugar. Nós só somos felizes quando decidimos sermos felizes. Ninguém pode embrulhar um pouco de felicidade e lhe entregar. O poder de ser feliz está em nossas mãos. 

Não confie em qualquer abraço, qualquer beijo, qualquer sorriso, qualquer promessa, qualquer história. Grande parte das pessoas nasceram com doutorado em fingir, e muito bem.  E não há terapia nem cachaça que faça esquecermo-nos de uma confiança quebrada. Tudo bem, perdoar não é o problema. Mas confiar de novo…

Crie uma barreira. Uma barreira estampada com cores neon. Uma barreira que todo mundo possa ver. E observe: Quantas pessoas tentariam ultrapassar ela por você? Talvez essas sejam as únicas que mereçam a sua confiança. E talvez assim você perceba que confiar e amar são a mesma coisa.

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Participe da conversa! 1 comentário

  1. Estou passando uma barra com minha mãe. Tive uma confiança, um amor, um respeito, lembrava do que ela passou, hj ela destruiu tudo isso, falei coisas horríveis, e não sei se isso vai mudar

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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