O passado: amigo ou inimigo?

Todos os acontecimentos negativos ao longo de toda jornada deveriam servir como fonte de aprendizado. Isso mesmo! Lembra quando a sua mãe disse, depois de você ter aberto a porta, arrasado, por causa de uma briga com a namorada: “Tenta tirar algo positivo dessa situação e não vão mais brigar”. Ora, ela estava certa, embora você, preso ao mundo das incertezas, a tenha contestado. 
O que acontece é que nós, seres humanos, mutáveis, transformistas, somos levados a pensar no pior antes mesmo que as coisas aconteçam. Isso acontece com frequência, e quase todas as pessoas fazem isso, simplesmente para evitar decepções. Nessas horas, especialmente quando essa grande incerteza advém de uma relação (do passado) instável, vale sempre pensar numa coisa que é, indiscutivelmente, muito fácil, de ser pensada/entendida: “Tudo passa”. Só isso? Sim.
Quem assistiu aos maravilhosos desenhos da TV Cultura vai lembrar que, por mais difícil e doloroso que seja um acontecimento qualquer, o amanhã existe, os amigos existem, a família existe e a natureza existe. Você pode chorar uma madrugada inteira, mas vai adormecer e quando acordar, estará um pouco mais conformada. Porque “a dor precisa ser sentida” para que a superação possa vir. Mas não vir hoje para ir amanhã. 

Com o tempo a armadura vai ficando mais forte. O problema é que às vezes se torna uma armadura tão impenetrável que barra até os ventos de otimismo de entrar. Por isso, é preciso saber quando, aonde, e para quem vai abri-la. Vai que você a abre para uma pessoa que fará mais bagunça do que você pode arrumar. 
Assim, o passado é importante, pois nos impede de cometer os mesmos erros. Só que o passado também se engana. Quer um exemplo? Aqui vai: Sabe aquele cara que você viu lendo “o seu” livro preferido no metrô? Ele mesmo, aquele que você achou bonitão. Talvez ele seja o maior bagunceiro do mundo, mas talvez ele seja o cara que faria você esquecer todos os beijos do mundo e só querer o dele depois de uma longa e exaustiva semana. Ela pode ser a garota que você tanto sonhou depois de assistir milhares de vezes o filme “Amizade Colorida” e ouvir “Closing Time” até enjoar.

Ambivalência pura! Um pouco de cuidado e um pouco de ousadia. A vida é dialética e o passado também, ele pode ajudar e atrapalhar. E por isso, uma terceira coisa é válida: a adrenalina de arriscar. Ela é de cada um. Cada um sabe até onde pode confiar em sua intuição. 
O passado também se engana? A auto proteção também se engana? E a ousadia também se engana? Não. O ser humano se engana. 
E se você se enganar, lembre-se que existe um amanhã.

  

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s