Passamos muito tempo resistindo ao desejo subconsciente de encontrar alguém capaz de suprir e completar aquilo que somos e queremos. Isso talvez, porque sentimentos fogem da racionalidade prática, remetem dúvidas, medos, inseguranças.

Bem no fundo, atrás do orgulho, nas noites de insônia, queremos alguém que partilhe do mesmo modo de amar e ser amado. A questão é quando vamos achar esse alguém? Onde? E como saber se é amor, se é de verdade e permanente?

Duas palavras encontradas em How I met your mother mostram a linha tênue entre o certo e o quase: Lebenslangerschicksalsschatz – tesouro do destino ao longo da vida”; Beinaheleidenschaftsgegenstand – aquilo é quase aquilo que você quer, mas não completamente.

Os sortudos amantes e apaixonados dizem que se tivermos que pensar e analisar se já vivenciamos algo parecido antes, de fato não sentimos ainda. O verdadeiro tesouro transforma tua vida em um filme, em uma letra de música. Muda tua realidade, teu jeito de ver e sentir, muda teu sorriso, teu olhar, te tira do chão, te tira da realidade. Você sabe o que sente, mas faltam palavras capazes de dizer o quanto isso te completa. Amar acaba se tornando simples, complicado é definir a imensidão de sentimentos. Talvez sentimentos sejam para serem sentidos, não meramente explicados.

Eventualmente, todos iremos nos deparar com alguém que faça nosso coração pulsar, que supere as diferenças, desperte todos os mínimos sentidos. Quando isso acontecer, não tenha medo, arrisque. O medo corrói aquilo que o amor constrói. Não questione o tempo, não questione a vida, nem a ti mesmo, quando o amor te encontrar você vai saber, você vai sentir com o coração e alma.

  

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Participe da conversa! 3 comentários

  1. Amar é impreciso e quase sempre não faz sentido. Aquele sentimento que aparece a partir do nada. Tu vê alguém que nunca viu antes, e aquela pessoa faz teu mundo mudar completamente, tua mente muda, sente teu corpo funcionando de um modo diferente, estranho, engraçado. Esse sentimento que tu não consegue explicar, definir, isso é amor.

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Sobre Jornalismo de Boteco

Paulinho Rahs Escritor, compositor, poeta solitário, vocalista da Arcadia e criador do Jornalismo de Boteco. Entusiasta, subversivo e magnânimo, contém na lista de vícios café, cerveja, o Foo Fighters e o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. https://www.facebook.com/PaulinhoRahsOficial/

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Martina Belotto

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