Quando se quer algo, não existe meio termo

Aí está; demorei mas aprendi. Quando realmente se quer algo não pode existir meio termo. É uma lógica muito simples: ou vai ou não vai, ou dá ou racha, ou se joga ou nem começa. Fazer mal feito é muito pior que não fazer, é a certeza do fracasso e uma prova de inércia ao mundo. Tudo que é deixado pra depois vai acumulando poeira na prateleira das metas. Ninguém quer jogar com um brinquedo sujo. Dá muito mais vontade de comprar um novo do que o trabalho de limpar. E quantos novos alvos conseguimos almejar até darmo-nos conta de que quando não se vai até o final, nada funciona?

Embora todos os sonhos e projetos comecem com muito gás e motivação, é natural ao longo do tempo perdermos uma boa dose de empolgação com as coisas. Os obstáculos vão surgindo, as decepções aparecendo e pouco a pouco o brilhante início da concepção da ideia vai se desgastando. Conforme algumas tentativas não funcionam, temos a tendência de largar de mão e preguiçosamente empurrar as coisas com a barriga. Eis o desafio de realizar coisas grandiosas: aprender a motivar-se perante os momentos mais nublados da jornada. Naqueles dias em que nada parece fazer muito sentido e ninguém parece dar a mínima para o trabalho em que a gente se empenhou tanto a realizar. São os momentos em que se define até a qual altura da escada se pode subir. Redescobrindo o entusiasmo e o propósito de uma luta, mesmo depois de algum tempo, é a forma mais correta de manter-se engajado nela.

E pra aquelas coisas que deixamos já pela metade? Nunca é tarde pra se recomeçar. Lavar a roupa suja, colocar a casa em ordem e partir do zero. Tomar as rédeas sempre há de ser tarefa árdua. A vida traz suas lições e teimamos em insistir em antigos erros em vez de aprender. Nas inúmeras decisões erradas que vamos tomando pelo caminho, é necessária a humildade para ver com clareza e apontar os próprios equívocos. Nas decisões certas, é necessário analisar e entender o que é mérito e o que foi pura sorte. Obras do acaso nos acontecem e a arrogância é uma armadilha cruel que atenta-nos à uma queda iminente.

Colocando tudo em pratos limpos, verdade seja dita: viver para obter sucesso é uma corrida. Assim sendo, é impossível largar com o freio de mão puxado. Aceleremos então, com o pé no fundo do acelerador, pois quando se quer algo, não existe meio termo.

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